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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

MURO na HUNGRIA - Hungarian Wall


Nesses tempos de comoções políticas e naturais, falta disso e daquilo, o mundo vem enfrentando diversas ondas migratórias de refugiados políticos ou de catastrofes naturais.

Pelo caráter humanitário claro, sempre pensamos em acudir os imigrantes, refugiados, uma tristeza, mas politicamente, e ainda mais, economicamente, é uma situação muito complicada.

Os países, eles mesmos, enfrentam internamente problemas de desemprego, sistema de saúde, moradia, que, ao acolher grandes ondas de refugiados, acabam por se agravar.

Aí que entra o protecionismo nacional, muros são construídos para evitar que entrem, ou que saiam pessoas que porventura afetariam os delicados equilíbrios dos países envolvidos.

E o que fez a Hungria, em pleno século XXI? Desenrolou quilômetros de arame farpado para tentar deter a onda de imigrantes que vem da Síria e regiões, através de sua fronteira nacional com a Sérvia.


Que pensamos como seres humanos, quando vemos uma barreira à livre movimentação de pessoas em situação de risco, de estresse, de desespero?

E que ponto de vista adotamos?

De qualquer ponto de vista, é triste, muito triste, ver os humanos se matando e corroendo vidas, por algumas questões não tão morais, ou não tão explicáveis...

O Caso William Morgan - antimaçonaria

Movimentos anti maçônicos sempre existiram desde os primórdios da Maçonaria, mesmo durante o período da Maçonaria Operativa.


Um dos maiores, ocorreu nos Estados Unidos, entre os anos de 1826 e 1840. O "Caso Morgan", a ser descrito ao longo deste trabalho, foi o estopim de um sentimento anti maçônico, muito amplo e que estava em estado latente por muitos anos, provocado em parte por livros anti maçônicos vindos da Europa, (ver Pílula Maçônica nº99 sobre Leo Taxil) denunciando a Sociedade Maçônica, e em grande parte pelos "dogmas" praticados por certas Seitas Protestantes.


Em 1820, nos Estados Unidos, havia aproximadamente 400 Oficinas e em torno de 12.000 membros e estava crescendo. Como resultado desse movimento, iniciado pelo "Caso Morgan", a questão sacode a opinião pública e quase destruiu a Instituição. Em 1830 o número de membros caiu para aproximadamente 2.000.


William Morgan, indivíduo de mau caráter, aventureiro, endividado, jornalista de Batávia, New York, decidiu refazer-se economicamente lançando um pequeno livro anti-maçônico, publicado em 1826 com o título "A Maçonaria Apresentada e Explicada" com a intenção de desmascarar a Instituição e ganhar muito dinheiro com a venda do livro.


Torna-se logo um best-seller.


Aparentemente, William Morgan deve ter frequentado Lojas maçônicas, onde adquiriu conhecimento para a redação de seu livro. Entretanto, não foi encontrado seu nome em nenhum registro de Loja. É possível que tenha sido auxiliado por outra pessoa.


O movimento anti maçônico cresceu exponencialmente quando Willian Morgan desapareceu da cidade. Inquéritos foram realizados sem sucesso. Jamais se soube o que aconteceu. Porém, começou a correr a notícia que William Morgan havia sido sequestrado pelos Maçons, levado até as Cataratas do Niágara e depois de ter sido assassinado na fronteira canadense, seu corpo teria sido jogado nelas.


Morgan desapareceu em setembro de 1826 e no mês seguinte, o Reverendo David C. Bernard, pastor da Igreja Batista em N.Y., acompanhado de um membro que havia renunciado da Loja Maçônica, começou uma carreira de 40 anos devotada largamente para a desmoralização da Ordem.

Diversos encontros e convenções foram liderados por ele e, ao mesmo tempo, publicou um livro chamado "Luz na Maçonaria" totalmente anti maçonaria. Todos os maçons foram excomungados e não podiam ser candidatos em cargos públicos.


Obviamente, assunto naturalmente atrativo para leitores e escritores românticos e sensacionalistas, produziu uma circulação avantajada de livros anti maçônicos.

Até um Partido Político anti maçônico foi fundado em New York e a excitação invadiu, gradualmente, os outros estados. A maçonaria é condenada pela Igreja Batista. Os Maçons são, sistematicamente, recusados quando da formação de Juri Criminal e os pastores lhes negam a comunhão. A dissidência na Maçonaria foi enorme. Intrometendo-se a inevitável política, viram-se candidatos se apresentarem às eleições alegando seu anti maçonismo.


A Maçonaria levou anos para se reerguer. Quando da Guerra da Secessão, a Ordem se manteve, numa certa medida, fora do conflito, e exemplos não faltaram de atos de generosidade para com os feridos e os prisioneiros, entre Maçons. Estabelecida a paz, para muitos a reconciliação foi definitiva.


Em 1838, o Partido Anti maçom apresenta um candidato à presidência dos Estados Unidos. Os dois outros candidatos, pelos dois grandes partidos e antigos Grão Mestres, Andrew Jackson e Henry Clay.


Jackson foi eleito pela maioria esmagadora: era a Ordem que se reerguia, depois da debandada quase geral provocada pelo "escândalo Morgan". Retoma, então, enfim, sua caminhada progressiva.


Existem hoje, Potências Maçônicas nos EUA, em todos os Estados, Territórios e Distrito Federal com aproximadamente 1.500.000 membros. 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Constituições de Anderson


Vou fazer algumas considerações, que funcionarão como esclarecimentos, sobre o assunto tratado na Pílula Maçônica nº 164 – "Constituições de Anderson". Neste caso, as considerações foram baseadas na tradução das "Constituições" para o português, do original, feita pelo Mestre João Nery Guimarães – Edit. Fraternidade – 1982.


- As duas principais Potências da Inglaterra no sec. XVIII, apelidadas de "Modernos" fundada em 1717 e a dos "Antigos", fundada em 1751, fundiram-se em 1813, dando origem a atual Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI.


- A Grande Loja dos "Modernos" teve a Constituição feita por Anderson. A Grande Loja dos "Antigos" também fez uma "Constituição" chamada"Ahiman Rezon" feita pelo irlandês Dermott que é relatada na Pílula Maçônica nº 47.


- Antes das "Constituições" de Anderson, os conhecimentos e informações eram transmitidos, principalmente, por via oral. Muito pouco era escrito, pois esses conhecimentos eram tidos como segredos. Muitos documentos sigilosos foram queimados com medo que caíssem em mãos profanas.

- A primeira parte das "Constituições", ligando a Maçonaria aos tempos de Adão, hoje é considerada como mais uma lenda Maçônica. Até onde se sabe, Anderson copiou e adequou um trabalho já existente sobre esse assunto de um escritor alemão.


- A segunda parte das Constituições contém as "Obrigações" que regem o comportamento dos Obreiros em Loja e fora dela.


- Os "Landmarks" foram mencionados, mas não foram definidos. Isso abriu brecha para que historiadores maçônicos fizessem suas listas de landmarks. Aparentemente, os mais conhecidos são os do escritor americano Albert G. Mackey que relacionou vinte cinco itens.


- Em 1723 ainda não existia o grau de "Mestre", pois nas Constituições há apenas referência a Companheiros e Aprendizes. O Mestre da Loja era um Companheiro, escolhido pelos demais Companheiros, para dirigir a Oficina. Seria, mais ou menos, o equivalente ao Venerável Mestre de hoje. Em 1730 já existia o grau de Mestre, pois o mesmo é mencionado no livro de Samuel Prichard – "A Maçonaria Dissecada".


- A eleição da Administração da Primeira Grande Loja (o nome, na época, era Grande Loja de Londres e Westminster) se deu no dia 24 de junho de 1717, dia de São João Batista. Depois de um ano, em 24 de junho de 1718, houve a primeira Assembleia, seguida de requintado jantar, conforme itens 23 a 30 dos Regulamentos Gerais.


- Em 29 de setembro de 1720 a administração da Grande Loja (nessa época já composta de dezesseis Lojas) resolveu incumbir o pastor presbiteriano James Anderson, de redigir o livro "Constituições" baseado nos manuscritos existentes.


- Foi em 24 de junho de 1723, na saída do Grão Mestre, duque de Montagu, e entrada do novo Grão Mestre, Felipe, duque de Wharton, que Anderson apresentou, orgulhosamente, as "Constituições", dedicada ao GM, duque de Montagu. 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

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