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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Agnosticismo

 

Segundo dicionário "Aurélio" o agnosticismo é a "posição metodológica pela qual só se aceita como objetivamente verdadeira uma proposição que tenha evidência lógica satisfatória".


O "agnóstico" é, portanto, a pessoa que aceita ou representa qualquer forma de Agnosticismo, descrito acima.


Especificando, na Teologia, o agnosticismo designa a dúvida sobre a possibilidade de obter conhecimento, através de dogmas, a respeito de Deus. Não contesta a Sua existência, pois a evidência é lógica, mas não considera, principalmente, as Revelações, Dogmas, etc.


E de onde surgiu esse nome "agnóstico"?


Vamos citar um trecho do Trabalho do Mestre Frederico Guilherme Costa – do livro Questões Controvertidas da Arte Real" – Trolha.


Em uma das reuniões da Sociedade da Metafísica, em 1869, Thomas Henry Huxley, jovem biólogo e grande defensor da teoria da evolução das espécies de Darwin, instado a esclarecer sua sede filosófica, declarou:


"quando cheguei à maturidade intelectual, e comecei a perguntar-me se era ateu, teísta ou panteísta, materialista ou idealista, cristão ou livre-pensador, percebi que quanto mais aprendia e refletia menos fácil era a resposta, até que por fim cheguei à conclusão de que nada tinha a ver com nenhuma dessas definições, com exceção da última. A única coisa em que todas essas excelentes pessoas estavam de acordo era a única coisa em que eu discordava delas. Estavam bastante seguras de que tinham atingido uma certa"gnose" – haviam, com maior ou menor sucesso, resolvido o problema da existência, enquanto eu estava bastante seguro do contrário, e possuía uma convicção razoavelmente forte de que o problema era insolúvel. E, com Hume e Kant ao meu lado, não podia considerar-me presunçoso por aferrar-me a essa opinião.


Portanto, meditei e inventei o que parece ser um rótulo adequado: "AGNÓSTICO". Pensei nele como uma antítese sugestiva dos "GNÓSTICOS" da história da Igreja, que professavam conhecer coisas em que eu era ignorante, e utilizei a primeira oportunidade de apresentá-la à nossa sociedade (...). para minha grande satisfação, o termo pegou".


Seis anos mais tarde será a vez de Darwin, em sua Biografia, declarar-se agnóstico. "O mistério de todas as coisas é insolúvel para mim, contento-me em permanecer agnóstico". (F.G.Costa)


Essa expressão é contemporânea da reforma de 1877, promovida pelo Grande Oriente da França, onde não pretendeu afirmar de que não há um Deus, mas que não sabe se Ele existe ou não. (F.G.Costa)

 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Gnosticismo

 

Segundo dicionário "Aurélio" a palavra "gnose" vem do grego "gnosis" e é traduzida como "conhecimentosabedoria".


Em tradução livre do "Dicionário da Francomaçonaria" de Robert Macoy, temos: O nome "Gnosticismo", derivada dessa palavra acima, foi assumido por uma seita filosófica a qual procurou unir as noções místicas do Leste europeu com as idéias dos filósofos gregos, juntamente com ensinamentos do Cristianismo. O sistema tem características que mostram conclusivamente que era um desenvolvimento da antiga doutrina dos Persas e dos Caldeus.


De acordo com os gnósticos, Deus, a mais alta inteligência, habita a plenitude da Luz, e é a fonte de todo o bem. A matéria crua, massa caótica da qual todas as coisas foram feitas, é igual a Deus, eterna, e é a fonte de todo o mal. Percebe-se, nessa definição um "Dualismo", declarado.


Nicola Aslan, no seu "Grande Dicionário Enciclopédico" nos relata:


É um sistema de filosofia, cujos partidários pretendiam ter um conhecimento sublime da natureza e atributos de Deus. Os "gnósticos" eram platônicos degenerados, mas eruditos, que a Igreja combateu tenazmente, o que contribuiu para torná-los conhecidos, e de certa maneira, pára incentivá-los.


Os "gnósticos" fizeram sua aparição desde o século II d.C. A "Gnose" ou "Gnosticismo" era o conjunto de conhecimentos por tradição, e que escapa aos processos ordinários de instrução, por isso os "gnósticos" formavam uma sociedade secreta e não ensinavam senão aos seus membros o esoterismo, inteiramente desconhecido dos profanos (N. Aslan).  Desse modo, os gnósticos, segundo eles, detinham uma "ciência" secreta. O clero da Igreja Católica, devido o charlatanismo da maioria de seus membros, esclarecia seus fiéis e destruía, sempre que possível, suas obras.


Como muitos dos Símbolos, muito antigos, usados pela Maçonaria, eram os mesmos usados na simbologia gnóstica, tais como o triangulo, o triangulo com um círculo, o Selo de Salomão, etc, a antimaçonaria, sempre presente, acusava ser a Maçonaria um prolongamento do Gnosticismo, o que não é verdade. Não há nenhuma ligação entre o Gnosticismo e a Maçonaria.


Pesquisando ainda Mestre Aslan, podemos dizer que, na Maçonaria, sempre existiu maçons sonhadores e inovadores, principalmente os franceses, que estudaram o gnosticismo, formando Lojas espúrias, que nada tem a ver com a verdadeira Maçonaria.

 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

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