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quinta-feira, 10 de março de 2016

Possível Origem Das Três Batidas

O uso de batidas para chamar a atenção de pessoas presentes em uma
reunião é um antigo costume. Tanto é verdade que, numa fabrica de
tecidos, em 1335, em York Minster, Inglaterra, foi registrado os
detalhes de uma construção que estava sendo feita nessa fabrica, por
um grupo de Maçons Operativos. Ali é mencionando o trabalho em si,
descanso, etc, e menciona, também, que os Maçons eram chamados após a
refeição para assumirem novamente o trabalho, por batidas dadas na
porta da Loja. Esta Loja, como já foi dito em outras Pílulas, sem
duvida, deveria ser um abrigo coberto perto da referida construção.

Hoje em dia, na Maçonaria Especulativa, as batidas foram
deliberadamente variadas para distinguir os três Graus Simbólicos, uns
dos outros.

Muitas das praticas maçônicas tem forte semelhança com as praticas
Eclesiásticas, apesar que, muitas vezes, falta uma evidencia
definitiva. Entretanto, é fato que a Maçonaria Operativa foi empregada
largamente nas construções de Catedrais e outras construções para a
Igreja, onde podemos supor que as praticas e costumes dos monges,
abades, etc, não eram inteiramente desconhecidas dos integrantes da
Maçonaria Operativa, da qual a Maçonaria Especulativa derivou.

Um exemplo do uso eclesiástico de batidas é visto quando um novo Bispo
esta sendo entronado. Ele se aproxima da porta Leste da Catedral e com
três pancadas nesta, com o seu Bastão Pastoral, obtém a atenção do
Deão e dos membros do Capitulo, dos quais ele obterá permissão para
entrar na conclusão da Cerimônia para sua total introdução no
Episcopado.





Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 8 de março de 2016

DESCRISTIANIZAÇÃO DA MAÇONARIA

As "Old Charges" mostram que na Maçonaria Operativa os maçons eram,
sem dúvidas, Cristãos Trinitários. Entretanto após a formação da
Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, na Inglaterra, houve
uma "descristianização" durante a formação da Maçonaria Especulativa.

A mudança se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no
Capítulo referente a "Deus e Religião" ficou estabelecido que as
opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a
Religião que todos os homens concordam.

Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja para
evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais
motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.

Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles
tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e
política. A Grande Loja foi formada logo após a rebelião abortiva de
James Stuart, o "Antigo Pretendente" (filho de James II).

Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo,
e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era
muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o
segundo grupo, Católicos Romanos.

Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na
Francomaçonaria, naquele estágio, poderia ser desastrosa.

Consequentemente, essa alteração na base religiosa da Ordem permitiu
que Judeus, Muçulmanos, Budistas e outros não-Cristãos, mas que
acreditam em um Supremo Criador, se torne membros da francomaçonaria.





Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Loja Quatuor Coronati

Esta Loja, registrada sob o nº 2076 na Grande Loja Unida da
Inglaterra, tem o orgulho de manter o lugar de primeira Loja de
Pesquisa Maçônica do mundo. Está localizada em Londres e seus membros
são todos reconhecidos como sendo os mais notáveis conhecedores de
assuntos sobre Maçonaria.

Os tratados, os artigos da Loja, ou seja, os "Arts Quatuor
Coronatorum" são totalmente aceitos como os mais competentes no
assunto. Há um Circulo de Correspondentes no mundo todo

A Loja tem também prestado enorme serviço à Ordem através de
publicações de cópias exatas de importantes manuscritos, os Old
Charges, etc.

Os "quatuor coronati" (os quatro mártires coroados, apesar de que na
verdade eram nove (09) na estória relatada) tem sido por longo tempo
considerados como os Santos Patronos da Ordem Maçônica.

A breve estória sobre eles é a seguinte: o Imperador Dioclesiano
visitou as pedreiras de Pannonia onde haviam quatro profissionais
altamente qualificados na "Arte de Esquadrejar Pedras". Eles eram
Cristãos e mantinham isso em segredo, fazendo todos seus trabalhos em
Nome do Senhor. A eles foi unido um outro profissional, de igual
comportamento, inspirado no exemplo dos outros quatro.

Esses trabalhadores recusaram os pedidos do Imperador de fazerem uma
estátua do deus pagão Aesculapius. Foram martirizados sendo colocados
em caixões de chumbo e jogados no rio.

Dioclesiano tinha um Templo erigido a esse deus pagão e ordenou a seus
soldados de fazerem oferendas a esse deus. Quatro soldados também
cristãos se recusaram e, consequentemente, foram martirizados por
açoitamento até a morte.

Alguns anos mais tarde, uma Igreja foi erigida e dedicada aos "Quatro
Mártires Coroados" (Four Crowned Martyrs), apesar de comemorarem o
total de nove mártires.

A referencia de estarem sendo "coroados" se presume estar ligado com
o dito popular "a coroação do mártir" dando a entender as ricas
gratificações para todos aqueles que morrem pela fé.


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

ps: A GLMMG tem uma loja de pesquisas, intitulada "Quatuor Coronati",
que tem atuado em pesquisa e palestras sobre a Arte Real, instruindo
os irmãos da potência em prol da Luz maior.

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