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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

E começou a primavera...

No equinócio de primavera, os dias e noites ficam com a duração igual.

E pela primeira vez, o governo fala em não fazer horário de verão. Será?

Sólio


Como já tivemos, anteriormente, oportunidade de falar, SÓLIO é sinônimo de TRONO, que é o assento solene, pomposo, onde se senta a pessoa a quem se confere extrema autoridade. No caso da Maçonaria é onde se senta a autoridade maior da Loja, que é o Venerável Mestre ou seu substituto numa determinada Sessão.

Desse modo, os Vigilantes quando substituem o Venerável, sentam no Sólio, apesar de muitos pensarem que o mesmo só pode ser ocupado pelo referido, o que não é verdade. Os Vigilantes são substituídos pelos Expertos.

À direita do Sólio, fica a cadeira, ou assento do Grão Mestre ou seu Adjunto (na Constituição de Anderson, é chamado de Deputado). No caso do REAA, são chamados de Soberano e Sapientíssimo, (ver Pílula Maçônica nº46) e tem a autoridade e direito de estarem presentes à sessão de qualquer Loja, como também de presidi-la, tendo o Venerável da Loja á sua esquerda.

Ao fazerem isso, não há a necessidade de sentarem no Sólio..

Deve ficar claro, também que, um dos Vigilantes, ao assumir, eventualmente, o Veneralato, é tratado durante a Sessão, como "Venerável Mestre", recebendo o título inerente ao cargo do Primeiro Malhete da Loja.

Além disso, quando se diz: "o Primeiro Diácono tem assento abaixo do Sólio..." refere-se que o assento do referido, está num nível abaixo do nível onde está o Sólio.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Cavaleiros Hospitalários


Os Hospitalários ou Cavaleiros Hospitalários, de São João de Jerusalém, foram originariamente uma Ordem militar-religiosa formada, também, durante as Cruzadas. Seu remanescente existencial atualmente é a Suprema Ordem Militar de Malta.

O grupo foi formado no 11º século em Jerusalém; seus membros foram irmãos vinculados a um hospital dedicado à São João que cuidava de peregrinos doentes ou necessitados. Em 1113 este grupo recebeu a aprovação papal como ordem regular. Seu primeiro superior (Grão Mestre) foi Gerard de Martignes. Seu sucessor foi Raymond du Puy que reconstituiu a Ordem e começou engajar seus membros em operações militares para o Reino Latino de Jerusalém (ver comentários abaixo).

Após 1187, a Ordem moveu seu quartel general para a cidade de Acre.

Os membros continuavam a cuidar de doentes, guardavam as estradas e lutavam. Eles se tornaram rivais dos Templários na arte de guerra cruzada.

Em 1310 mudaram primeiro para Chipre e depois para a ilha de Rhodes, na qual a Ordem governou como um estado independente até a chegada do turco Otto. Em 1530, o Sagrado Imperador Romano, Carlos V, concedeu Malta para os Hospitalários. Eles defenderam a ilha contra os turcos até que Napoleão I expulsou todos eles em 1798. A Ordem estava declinando e, finalmente seu quartel general foi finalmente estabelecida em Roma. E, de 1805 a 1879 não tiveram Grão Mestre.

Reconstituída em 1879, os Hospitalários continuam hoje como uma Ordem onde clericais e membros fiéis, ambos engajados em trabalhos de caridade e assistência médica. Ela é internacional na qualidade de seus membros e de suas atividades. A vestimenta da Ordem é um manto negro com a cruz de malta de oito pontas, na cor branca.

O Reino Latino de Jerusalém O Reino Latino de Jerusalém foi criado em 1099 pelos líderes da primeira Cruzada; foi conquistado pelos Muslims em 1291. Sua grande extensão incluía a Palestina e outros estados ao norte, principalmente da

Antióquia. A história desse reino pode ser contada em duas etapas: de 1099 até 1187 quando Jerusalém foi reconquistada pelo líder dos Mulims, Saladino e de 1189 até 1291, quando foi finalmente conquistado.

Durante a primeira fase o Reino tinha como capital a cidade de Jerusalém. Os Cruzados escolheram inicialmente Godfrey de Bouillon como administrador (1099 a 1100). Apesar dele ter tomado somente o título de Defensor do Sepulcro Sagrado, seus sucessores, começando por seu irmão Baldwin I (1100 até 1118) usaram o título real. Eles tinham a esperança de expandir e consolidar sua posição na Palestina e, em particular, capturar cidades costeiras, as quais a Primeira Cruzada não havia conquistado. Com o apoio naval de Gênova, Veneza e Pisa, eles tiveram sucesso nessa empreitada.

A oposição árabe dos muslims estava inicialmente fragmentada entre pequenos e insignificantes estados. Após 1128, entretanto, os estados árabes foram gradualmente se unificando, graças ação de novos líderes, entre eles o maior sendo Saladino, que se tornou administrador (governador) do Egito em 1169. Declarando uma guerra santa em 1187, ele derrotou os Cruzados em Hattin, resgatando Jerusalém para os Mulims e sitiando os remanescentes Cruzados em Tiro, Trípoli e Antióquia.

Em 1189 os Cristãos promoveram a Terceira Cruzada intencionada de reconquistar Jerusalém. E assim foi feito. Esta Cruzada e as outras que a sucederam, somente reconquistaram as cidades costeiras e faixa adjacente do território.

De 1191 para frente, a capital do reino era a cidade de Acre.

Infelizmente, o futuro desse Reino foi amargurado pelos conflitos entre os Barões e os Governadores; entre os colonizadores de Veneza, Piza e Gênova;

e, principalmente entre as Ordens Militares dos Hospitalários e Templários.

A queda de Acre para os egípcios (Mamelucos) em 1291 marcou o fim do Reino Latino de Jerusalém.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Grande Capitulo do Rito de York


Em torno do ano de 1910, Maçons de origem inglesa não estavam satisfeitos com a Maçonaria praticada aqui no Brasil, pois pretendiam, se possível, ter Lojas do Rito inglês, que trabalhassem segundo a orientação litúrgica da Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI). Alguns Obreiros desta última, foram enviados ao Brasil para negociarem com o Grande Oriente do Brasil, com o intuito de obter do GOB, a autorização para estabelecer uma Grande Loja Distrital, sob a Constituição Inglesa, em nosso território.

Isso não foi concretizado nessa época, porém, foi assinado um Tratado, em 21/12/1912, pelo Grão Mestre Lauro Sodré, do GOB, e pelos representantes da GLUI, que relatava, resumidamente e com outras palavras, o que segue abaixo:

- o GOB em consideração à inabalável e fraternal amizade que sempre uniu a GLUI e o GOB, e pretendendo atender aos anseios dos maçons ingleses residentes no Brasil, resolveu permitir que fosse criado um Grande Capítulo do Rito de York, com

patente e sob a obediência do Grande Oriente do Brasil (NOTA: sobre o termo "Rito de York" faremos uma explicação na próxima Pílula).

- desde logo ficarão subordinadas a esse Capítulo as seguintes sete Lojas do GOB:

"Eduardo VII", ao Oriente do Pará;

"Saint George", ao Oriente de Recife;

"Duke of Clarence". Ao Oriente da Bahia;

"Eureka Nº 3", ao Oriente do Poder Central;

"Wanderers", ao Oriente de São Paulo;

"Unity", ao Oriente de São Paulo;

"Morro Velho", ao Oriente de Minas Gerais

- esse Grande Capítulo será autoridade suprema, em matéria litúrgica e autorização de funcionamento, para todas as Lojas do Rito de York, atualmente e para aquelas que no futuro forem criadas no Brasil.

Como fruto desse Acordo, foi feito o Decreto Nº 478, de 01/12/1913, resumidamente mencionado abaixo (caso alguém se interessar tenho o Decreto na íntegra):

- Fica criado, no Oriente do Poder Central, o Grande Capítulo do Rito de York, ao qual se subordinarão, liturgicamente, todas as lojas desse rito atualmente existente no Brasil.

- O Grande Capítulo mencionado terá as mesmas atribuições da Constituição das Grandes Oficinas chefes de Rito, além das do acordo entre GOB e a GLUI.

- esse Grande Capítulo será composto por 33 membros efetivos, etc.

Esse Decreto durou até 1935, quando em 06 de maio desse ano, é assinado um outro Tratado, denominado "Tratado Convênio de Aliança Fraternal" entre o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja Unida da Inglaterra, reconhecendo, naquela época, o

GOB como única Potência Maçônica regularmente estabelecida no Brasil e o GOB, por sua vez, autorizava o estabelecimento, no Brasil, de uma Grande Loja Distrital, sob Carta Patente da Grande Loja Unida da Inglaterra.

Por esse Tratado, convencionou-se, também, que "em virtude de não mais ser necessária a existência do Grande Capítulo do Rito de York no Brasil, este, uma vez formada e estabelecida a Grande Loja Distrital, cessará suas atividades" (Castellani).

Com isso, todas as Lojas do Rito de York, então existentes, passaram, sob a direção da Grande Loja Distrital, para a Jurisdição da Grande Loja Unida da Inglaterra.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

“O Caso William Morgan”


Caso da antimaçonaria

Movimentos anti maçônicos sempre existiram desde os primórdios da Maçonaria, mesmo durante o período da Maçonaria Operativa.

Um dos maiores, ocorreu nos Estados Unidos, entre os anos de 1826 e 1840. O "Caso Morgan", a ser descrito ao longo deste trabalho, foi o estopim de um sentimento anti maçônico, muito amplo e que estava em estado latente por muitos anos, provocado em parte por livros anti maçônicos vindos da Europa, (ver Pílula Maçônica nº99 sobre Leo Taxil) denunciando a Sociedade Maçônica, e em grande parte pelos "dogmas" praticados por certas Seitas Protestantes.

Em 1820, nos Estados Unidos, havia aproximadamente 400 Oficinas e em torno de 12.000 membros e estava crescendo. Como resultado desse movimento, iniciado pelo "Caso Morgan", a questão sacode a opinião pública e quase destruiu a Instituição. Em 1830 o número de membros caiu para aproximadamente 2.000.

William Morgan, indivíduo de mau caráter, aventureiro, endividado, jornalista de Batávia, New York, decidiu refazer-se economicamente lançando um pequeno livro anti maçônico, publicado em 1826 com o título "A Maçonaria Apresentada e Explicada" com a intenção de desmascarar a Instituição e ganhar muito dinheiro com a venda do livro.

Torna-se logo um best-seller.

Aparentemente, William Morgan deve ter frequentado Lojas maçônicas, onde adquiriu conhecimento para a redação de seu livro. Entretanto, não foi encontrado seu nome em nenhum registro de Loja. É possível que tenha sido auxiliado por outra pessoa.

O movimento anti maçônico cresceu exponencialmente quando Willian Morgan desapareceu da cidade. Inquéritos foram realizados sem sucesso. Jamais se soube o que aconteceu. Porém, começou a correr a notícia que William Morgan havia sido sequestrado pelos Maçons, levado até as Cataratas do Niágara e depois de ter sido assassinado na fronteira canadense, seu corpo teria sido jogado nelas.

Morgan desapareceu em setembro de 1826 e no mês seguinte, o Reverendo David C. Bernard, pastor da Igreja Batista em N.Y., acompanhado de um membro que havia renunciado da Loja Maçônica, começou uma carreira de 40 anos devotada largamente para a desmoralização da Ordem.

Diversos encontros e convenções foram liderados por ele e, ao mesmo tempo, publicou um livro chamado "Luz na Maçonaria" totalmente anti maçonaria. Todos os maçons foram excomungados e não podiam ser candidatos em cargos públicos.

Obviamente, assunto naturalmente atrativo para leitores e escritores românticos e sensacionalistas, produziu uma circulação avantajada de livros anti maçônicos.

Até um Partido Político anti maçônico foi fundado em New York e a excitação invadiu, gradualmente, os outros estados. A maçonaria é condenada pela Igreja Batista. Os Maçons são, sistematicamente, recusados quando da formação de Juri Criminal e os pastores lhes negam a comunhão. A dissidência na Maçonaria foi enorme. Intrometendo-se a inevitável política, viram-se candidatos se apresentarem às eleições alegando seu anti maçonismo.

A Maçonaria levou anos para se reerguer. Quando da Guerra da Secessão, a Ordem se manteve, numa certa medida, fora do conflito, e exemplos não faltaram de atos de generosidade para com os feridos e os prisioneiros, entre Maçons. Estabelecida a paz, para muitos a reconciliação foi definitiva.

Em 1838, o Partido Anti maçom apresenta um candidato à presidência dos Estados Unidos. Os dois outros candidatos, pelos dois grandes partidos e antigos Grão Mestres, Andrew Jackson e Henry Clay.

Jackson foi eleito pela maioria esmagadora: era a Ordem que se reerguia, depois da debandada quase geral provocada pelo "escândalo Morgan". Retoma, então, enfim, sua caminhada progressiva.

Existem hoje, Potências Maçônicas nos EUA, em todos os Estados, Territórios e Distrito Federal com aproximadamente 1.500.000 membros.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Rota Imperial - Vitória a Ouro Preto

O trânsito de mercadorias foi controlado pela Coroa Portuguesa, que proibiu estradas que ligassem a Capitania do Espírito Santo às Minas Gerais.

Somente com o declínio do Ciclo do Ouro e a chegada da família real, a estrada foi oficialmente aberta, ligando Vitória a Ouro Preto.

O caminho é bem bonito, passa pela Mata Atlântica e foi concluída em 1816, passando por 14 municípios do Espírito Santo e 17 de Minas Gerais.

Não sei se existe passaporte, mas a rota emula o caminho de Dom Pedro II para chegar de Ouro Preto à Santa Leopoldina.


No site tem uma planilha com os marcos da Rota Imperial, mas confesso que nunca os vi, mesmo em Ouro Preto e Mariana.

No mínimo esse rota deve ter umas tantas casas, como várias espalhadas pelo Brasil, que foram construídas para que o Imperador nelas pousasse, mas que nunca foram utilizadas.

Eu mesmo conheço várias. Ou podem ser apenas lendas...

Caminho Religioso da Estrada Real - CRER

Esse Caminho é bem bonito também. E o apelo religioso dele é bem marcante.

O passaporte será feito pela Sacrum Brasilidades, e o Circuito inicia-se na Serra da Piedade, descendo por 1032 km até a Basílica de Aparecida do Norte.

Está em fase de implantação e passa por 37 municípios, 66 pontos,  tendo que carimbar em 57 pontos, já que se incluem povoados e distritos.

O passaporte custa 26 reais e está disponível na Serra da Piedade e na Sacrum Brasilidades, na Av. Amazonas, em Belo Horizonte.


Grande parte dos marcos do CRER estão próximos aos marcos da Estrada Real, já que os trajetos se confundem em grande parte do trecho.

No trecho entre Catas Altas e Ouro Preto vi vários marcos, são menores que o da Estrada Real e tem a indicação do próximo ponto e do anterior, com as distâncias.

Dentro em breve, após a Romaria 500, os marcos e pontos de Carimbo estarão listados no site da Sacrum Brasilidades!

Foto do marco CRER: Oswaldo Buzzo


Mapa Caminho da Fé


Esse Caminho da Fé termina em Aparecida e pode ser iniciado em seus ramais: Mococa, Águas da Prata, São Carlos, Tambaú, Sertãozinho e Aguaí.

Para se obter o Certificado, somente vale o Caminho à pé ou de Bicicleta, e o mesmo deve ser pedido na Basílica de Nossa Senhora de Aparecida.

Os carimbos estão espalhados pelas pousadas nos ramais, e o último lugar que dá a credencial (passaporte) paa carimbar é em Paraisópolis. 

Depois de lá, é obrigatório o Peregrino fazer o resto do Caminho, que são 135 km.

O Certificado é bem bonito, os carimbos também, mas acho que não vou fazer esse caminho à pé não... Talvez o faça pela curtição, mas de moto, sem direito a Certificado. Paciência.

De qualquer maneira, deve ser um Caminho muito bonito!


Marco Estrada Real - Estrada de Milho Verde - Pico do Itambé


Gostei dessa foto que fiz, na volta da estrada de Milho Verde, distrito do Serro.

Bem ao longe dá para ver o pico do Itambé, com seus 2002 metros, "teto do sertão mineiro", nas coordenadas geográficas de 18¤ 23' S 43¤ 20' W.

Fica na Serra do Espinhaço, entre os municípios de Serro e Santo Antônio do Itambé.

Nas elevações próximas ao pico do Itambé originam-se as bacias dos Rios Jequitinhonha, São Francisco e Rio Doce.

O pico foi referência a muito exploradores desde o século XVI.

Retardatário


 

O Obreiro que chega atrasado ao horário estabelecido pela Loja Simbólica e encontra a porta do Templo fechada vai se condicionar à duas situações que estão ocorrendo no interior da Loja: o Livro da Lei foi aberto, ou não. No final falaremos sobre essas duas situações.

Como no Brasil, na maioria dos Ritos e na maioria das Lojas, não se tem o hábito de colocar Cobridor Externo, o Obreiro retardatário deverá dar a bateria com que se pede ingresso no Templo e que é feita por pancadas.

O Cobridor Interno responde com uma pancada para demonstrar ao retardatário que a Loja está ciente de sua presença. Comunica ao primeiro Vigilante e este comunica o Venerável Mestre.

Caso a Loja seja de Companheiro ou Mestre, o Cobridor Interno, após autorização do VM, deverá sair, verificar se o Irmão pertence ao Quadro e comunicar se ele pode entrar ou não. Se não for Irmão do Quadro, o Cobridor interno deverá "telhar" o retardatário para verificar se ele poderá entrar.

Estando tudo correto e a entrada do retardatário é permitida, voltemos ao início:

O Livro da lei não foi aberto: como a Loja não está aberta, o retardatário poderá entrar, após comunicação do Venerável Mestre, sem formalidades. O Mestre de Cerimônias conduzirá (quem conduz vai na frente) e determinará o local onde o retardatário deverá sentar.

O Livro da lei já foi aberto: como a Loja é considerada aberta pelo Venerável Mestre, a ninguém é permitido entrar sem formalidades. Portanto, o retardatário entrará com formalidades e o Mestre de Cerimônias o conduzirá ao local apropriado.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Balanço Geral - Estrada Real

Bom, esse sábado dia 09/09/2017, fechei o Circuito dos Diamantes.

Só perdi os carimbos de Tapera e São Gonçalo - não encarei as estradas de terra horríveis.

Rodei 742 quilômetros, pelo caminho BH-Lagoa Santa-Santana do Riacho-Morro do Pilar-Conceição do Mato Dentro-Alvorada de Minas-Serro-Milho Verde-Datas-Diamantina-Curvelo-BH.

Somando com os 1170 das primeiras viagens, já rodei 1902 quilômetros, e tenho 23 carimbos.

E vamu qui vamo!

Adorei esse negócio de Estrada Real! Da muita satisfação ir completando os carimbos!

E o que é mais legal é que os posts mais da semana, todos, acabaram se transformando em assuntos da Estrada Real. 


O que vou fazer quando acabar????????😩

Diamantina - Estrada Real - Casa da Glória

Fui batendo os ossos e meu bauleto, e cheguei na famosa Casa da Glória onde tem um museu da UFMG.

O passadiço entre as duas ruas era da época que aqui era um convento, para as monjas passarem de uma casa à outra sem ir na rua.

Fotinha e subi a rua toda e fui para o hotel pagar, abastecer e ir embora.

Quando subi, paguei o hotel e parei no posto ao lado para abastecer, abri o bauleto.

Imaginem o que aconteceu! O licor, de tanto bater a tampa de metal, perdeu a tampa, impregnou tudo de licor, as luvas, esticadores, mapa, boné, tudo!

Perdi o licor e os biscoitos que comprei em Conceição e deixei tudo para limpar em casa...

Que porcaria!

Diamantina - Estrada Real - Catedral

Bom, depois da noite de ontem, saí à caça de onde carimbar o pasaporte!

Parece simples, Diamantina é pequena, mas vai andar com uma moto pesada nesse calçamento desgramado!

Achei onde era prá carimbar e pegar o certificado: no Receptivo Minas Gerais, onde rola a Vesperata, bem na esquina da Catedral!

Mas estava fechado - acabei carimbando no Centro de Atenção ao Turista, ali pertinho. Tinha o museu do Diamante, atrás da Catedral, ou a Casa do JK, lá no ladeirão do São Francisco.

Mas Certificado, só no Receptivo e na Pousada Itambé, bem longe do centro.

Ah, deixa prá lá, pego depois em Ouro Preto! ☹️

O mais engraçado foi eu perguntar uma mulher que estava arrumando um bar onde carimbava o passaporte e ela disse estranhando que dentro do Brasil não precisava carimbar o passaporte para circular... Rachei de rir... 😂

Voltei chacoalhando e subi até o Largo São João e peguei outra rua que me levaria para o famoso passadiço da Glória, sacudindo igual louco no calçamento...

Diamantina - Estrada Real


Bom, já que eu estava em Milho Verde, peguei o asfalto até depois de Datas, para ir embora para Curvelo.

Mas ao chegar no trevo, faltavam 50 quilômetros para Diamantina, para a direita, e 150 quilômetros para Curvelo, para a esquerda, e depois outro tanto para Belo Horizonte.

Já que estou aqui mesmo, vou para Diamantina, pensei. Sem roupas, sem bagagem, sem escova de dente.

- Jodido pero contento, como dizia um amigo meu..

Cheguei em Diamantina, cansado, aquela confusão de ruas de pedras, a cidade cheia, não consegui achar o lugar do carimbo, parei no Palace Hotel e ia ter recepção de casamento, então fui procurar outra pousada.

Cheguei na Pousada do Garimpo, e achei caro demais - mais de 250 contos!

Então voltei para o Largo São João e fiquei no Esplanada - limpinho, honesto, com garagem, numa boa.

Tomei banho, três latinhas de Brahma e quando fui buscar a quarta, fico sabendo que está tendo encontro de moto na praça do Mercado Velho!

O que? Ficar aqui, nada! Desci à pé para a praça do Mercado pela Rua São Francisco, uma eternidade de calçamento, uma descida que já me fazia pensar na volta (de vez em quando eu olhava para trás para ver o quanto teria de voltar) e cheguei no Mercado Velho!

Que louco! Show de Rock, barraquinhas, um monte de gente!

Me senti o pinto no lixo! Comi um espaguete, comprei latinhas e acabei achando irmãos do motoclube Bodes do Asfalto, vindos de Governador Valadares!

Gente boa, GEAM e ZÉ Mauro!  Bebemos e confraternizamos, e começamos a beber as cervejas artesanais que estavam vendendo lá!

Quando foi a minha vez de comprar, cheguei no stand e pá: era da Diamantina, do Glauco, colegão meu de doutorado! E fui eu que falei que fazia cerveja e falei para ele fazer! QUE LOUCO!!!

Falei com a irmã dele, e pá: ele acabou chegando e batemos o maior papo! Depois de algumas cervejas, algumas lembranças, e acabei indo embora lá pela meia-noite, já que tinha de subir o ladeirão do São Francisco de volta para o hotel!

Subi bufando, o fígado quase explodindo, cheguei lá em cima e ainda comi um hamburgão do lado do hotel, depois de matar a latinha. Tava satisfeito demais da conta, sô!

Carimbo, deixa prá amanhã!

LUCREI DEMAIS NESSE PASSEIO!!!!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Milho Verde - Estrada Real

Bom, aqui nasceu Chica da Silva.

Um povoado muito alternativo, me lembrou de Arraial da Ajuda nos anos 80...

Rola umas baladinhas, fogueira, vinho e outros alucinógenos (hehehe).

Galera bonita, vista incrível, fiquei com muita vontade de pousar aqui!

O carimbo se pega na Pousada Morais, linda, muito estilosa, vou ficar lá um dia.

A estradinha foi manha, muito bonita a vista, tem marcos da Estrada Real, chega rapidinho, uns 25 quilômetros.

Dá para ver, bem longe o pico do Itambé, e imaginei que noite massa não deve ser aqui em cima.

Serro - Estrada Real

Já que eu tinha chegado até Alvorada, Serro estava perto.

E realmente chegou muito rápido.

Muito simpático lugar, uma cidadezinha muito legal. Procurei o famoso "Queijo do Serro" e pasmem. Não tinha mais em lugar nenhum!!! hahaha

Peguei o carimbo na Casa do Turista, e a menina me explicou como chegar em Milho Verde - só asfalto.

Então, já estou aqui, vou lá também!!

Uma curiosidade, em Diamantina tem Vesperata, música clássica na Rua da Quitanda, aqui no Serro tem Bolerata. Diz que é muito legal!

A foto clássica tem a Igreja com os degraus...

A Estrada Real tem caminhos lindos mesmo!

Alvorada De Minas - Estrada Real


Pois bem, encarei a MG010 até a entrada de Alvorada de Minas.

Mais atrás vi a placa de Itapanhoacanga, mas de moto resolvi não encarar - para chegar em Tapera tem muita poeira mesmo... Um carimbo que vai ficar para trás...

A MG010 está bem batida, quase não tem poeira, rodei bem pra caramba, muito suave e até bem rápido.

No entroncamento para Alvorada pensei, não pode ficar mal, e entrei. PRA QUÊ? PRA QUE MEU DEUS!

Poeira pura, medo de escorregar e cair de novo, muito tenso, cheguei lá sem cair, mas duro igual um cachorro em canoa.

Peguei o carimbo na Pousada Cardoso, e os filhos da dona começaram a carimbar as paredes com o pictograma da Estrada Real... Um caos só!

A dona reclamou que as pessoas passam por lá e não querem mais ficar. Quem sabe não está na hora de mudar o marketing, ou os produtos?

Agora restavam mais poucos quilômetros de asfalto, uns 18 até o Serro. Que alívio!

Estava um calor bem forte, bem diferente da subida da Serra do Cipó que passei até frio...

Olha na foto como o "você está aqui" que está quase no final!!! Esse marco está na saída para o Serro.

Conceição do Mato Dentro

Cidade um pouco maior, Conceição do Mato Dentro tem suas particularidades. Tem até aeroporto!

Conta-se que a primeira visita à região de Ivituruí (Serro Frio) se deu em 1573 pela bandeira de Fernandes Tourinho, mas foi em 1701 que Ponce de Leon, Gaspar Soares e outros, saíram de Sabará, rumo ao norte, pelo o que é hoje a rota da Estrada Real e em 1702, Ponce de Leon funda o arraial, após encontrarem ouro no Ribeirão Santo Antônio. Conta-se que Ponce de Leon encontrou, no minúsculo córrego Cuiabá, 20 oitavas de ouro em apenas uma bateada.

Parei no Delícias de Minas, onde o dono é nosso irmão, e comprei um licor de batata doce, biscoitos e um doce de leite muito legal. Lá tem o carimbo!

Subi no alto da rua que sai da praça e vi a igreja do Rosário lá no alto, a vista é bem legal. Visitei também o mercado, mas tava tumultuado porque parece que teve uma festa e tava cheio de barraquinhas.

Como ainda era cedo, decidi encarar a MG010 até o Serro.

Me disseram que era terra, e eu não queria mais saber de terra, mas acabei aceitando a ideia de ir até lá. Afinal ainda tava bem no começo do dia.

Então vamu qui vamu!

Alto da Serra do Cipó

Ô lugar lindo meu Deus!

A vista de lá de cima é sensacional mesmo.

As fotos não dão ideia de como é lindo o lugar!

Com certeza essa foto aí foi tirada em uma altitude de mais de 1000 metros. É bem frio, com temperaturas médias de 15-18 graus. O relevo é arenoso e foi formado por rochas do fundo do mar há mais de 1.7000.000.000 de anos!

A vegetação também é típica, com plantas endêmicas, isto é, só aparecem aqui. São campos rupestres, com plantas muito loucas como as velosias gigantes, e cerrado, com árvores retorcidas e esparsas.

Vir aqui é presenciar a natureza de uma forma muito diferente!

Morro do Pilar - Estrada Real

Feriado, sábado 9 de setembro, num tava fazendo nada mesmo, resolvi dar uma motocada.

Aí pensei, vou em Morro do Pilar pegar um carimbo da Estrada Real e depois em Conceição do Mato Dentro.

Depois volto prá casa.

Saí 8 da manhã e fui para a Serra do Cipó. Cheguei até o véu da noiva, onde conheço bem e comecei a subir a serra.

Que vista magnífica! Nunca tinha subido tanto! Só tinha ido até a estátua do Juquinha, mas tava tão cheio de gente que passei direto desa vez.

Ventava bastante e estava bem frio, mas a vista da Serra compensa tudo. É muito interessante como muda a vegetação e o relevo, se tornando bem mais pedregoso.

Cheguei em Morro do Pilar ainda bem cedo, eram 10 da manhã, peguei o carimbo na Pousada Licuri, onde o Sr. André, simpaticíssimo, me ofereceu um café.

Morro do Pilar teve o primeiro alto forno da América do Sul, em 1814, para suprir as necessidades de ferro para a mineração. Quando a primeira leva de 3 toneladas chegou no Serro, foi decretado feriado e foram rezados Te-Deuns durante três dias.

Reza a lenda que o bandeirante Gaspar Soares fundou Morro do Pilar em 1701 após encontrar ouro, que descia das encostas quando chovia. O lugar passou a se chamar Morro de Gaspar Soares, com a fundação da capela de Nossa Senhora do Pilar.

Agora, os Morrenses que me perdoem, mas a igreja tá parecendo um caixote... Que igreja mais despersonalizada!


Ferramentas de Trabalho


Uma pergunta interessante na Maçonaria, caso se queira faze-la sobre as "ferramentas de trabalho", seriaquando essas ferramentas foram introduzidas no Ritual das Lojas Simbólicas?

Nós sabemos que temos diversos Ritos em todo o mundo e os Rituais, apesar de semelhantes tem pequenas diferenças. Vamos tomar por base o "Emulation Ritual".

Para responder essa pergunta temos que considerar o passado histórico do Ritual e da Ordem Maçônica, em geral.

A Maçonaria nos tempos operativos (vide Maçonaria Operativa) pode ser acompanhada na Inglaterra, através dos registros de seis séculos passados, voltando-nos ao Manuscrito Régius de 1390 e ao Manuscrito Cooke de aproximadamente 1420 (vide Poema Regius - Pílula Maçônica nº 81).

Não há nenhuma evidência que os Maçons Operativos aplicavam "lições de moral e ética" baseadas ou relacionadas com seus instrumentos de trabalho.

Apesar de que há diversos registros das ferramentas de trabalho dos Maçons, porém, como ferramentas propriamente ditas, não há nenhum registro de que fossem usadas nos Cerimoniais das Lojas, como Símbolos ou algo semelhante.

Até 1650, as Cerimônias de Admissão (nossa atual Iniciação) parecem ter sido constituídas somente de uma leitura dos "Deveres" e um "Juramento de Fidelidade" à Loja.

Aparentemente, a mais antiga evidencia que nós temos, vem de um manuscrito de 1696 denominado "Registro da Loja de Edinburgh". Contém uma passagem que menciona ferramentas: "... eu juro por Deus, por São João, pelo Esquadro e pelo Compasso, e ...".

De 1730 a 1813 o aparecimento das "ferramentas" nas Instruções Maçônicas, cresceu paulatinamente, com influência da Maçonaria francesa que sempre foi tremendamente esotérica. É importante que se diga, que a moderna divisão das ferramentas de trabalho dentro dos três Graus das Lojas Simbólicas foi puramente arbitraria.

O Simbolismo se tornou proeminente dentro da Maçonaria em tempos comparativamente recentes, e muitos dos Símbolos foram adquiridos em locais externos.

Enquanto a Maçonaria Operativa pode ser traçada dentro de até 600 anos atrás, aproximadamente, o Simbolismo Maçônico está entre 200 a 250 anos somente. Os ensinamentos utilizando as "ferramentas de trabalho" também estão dentro desse período.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

Triangulo mineiro já foi paulista e goiano

                   Depois de ter sido meio espanhol e um tanto capixaba, o Triângulo passou por mais duas situações administrativas antes de ser mineiro: foi paulista e foi goiano.


                   Nos finais do século XVI, os reinos de Portugal e Espanha foram fundidos num só sob o comando do rei Fernando II, espanhol. Com isso, não havia mais razões de existir a linha demarcatória estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas. Por outro lado, os limites marcados anteriormente pelo reino de Portugal para as Capitanias Hereditárias tiveram seus interiores totalmente desrespeitados, mesmo porque os capitães governadores estavam preocupados apenas com o litoral. Como diziam os jesuítas, eles arranhavam a praia como os caranguejos.

                   A capitania de São Vicente, depois capitania de São Paulo, terra dos mais autênticos mamelucos, vivia momentos angustiantes de pobreza, mas valentes e dispostos a permanecer no lugar, os paulistas organizaram bandeiras que saiam a aprisionar índios para escravizá-los e vendê-los. Era o meio de vida dos primeiros bandeirantes.


                   Dessa forma, eles alargaram suas fronteiras interiores. A tal ponto que o Sul do país passou a ser paulista mais o Triângulo, Goiás e Mato Grosso. Tudo paulista.


                   Curiosa a situação das terras de Minas Gerais (que ainda não existia como Capitania) nessa época. O gado nordestino veio subindo pelas margens do São Francisco à cata de vegetação mais fresca e foi arrastando a peonada e as divisas interiores das capitanias da Bahia e de Pernambuco. Então, de Minas, pertencia a São Paulo o Sul e o Triângulo; o Leste mineiro à Bahia e o Oeste a Pernambuco.


                   Foi o período do Triângulo paulista. Que durou até que a exploração do ouro e seu controle exigiram a criação das capitanias das Minas e de Goiás.

                   Primeiro se criou a das Minas e se estabeleceram os limites com São Paulo. Ao Sul foi muito problemático, mas não nos interessa; no Triângulo foi muito fácil porque não havia riqueza nenhuma e pouco preocupou sua demarcação. Mas houve. Ela pegava da foz do rio São Marcos, no Paranaíba, e vinha em linha reta até o rio Grande, no ponto em que ele faz um ângulo quase reto ao tomar o rumo do Sul, ali pelas proximidades do Desemboque.


                   Com a descoberta de ouro em Goiás, com o mesmo objetivo fiscalizador, criou-se a capitania goiana. Como área saída de São Paulo, o Triângulo incorporou as terras que formaram Goiás por ficar no meio do caminho, mantendo a mesma divisa com a capitania mineira.


                   A passagem do Triângulo, de Goiás para Minas, é que foi curiosa.  Os aventureiros do Desemboque procurando safar-se de uma derrama que se planejava para a capitania das Minas convenceram as autoridades goianas de que o Desemboque ficava dentro da área do Triângulo, quando, não ficava. Goiás mandou forças para a região, tomou posse do Desemboque e nomeou suas autoridades. Não satisfeitos com o avanço sobre parte do território mineiro os goianos invadiram Araxá e nomearam suas autoridades. Aqui, entretanto, o carro pegou porque os araxaenses não aceitaram a invasão e peticionaram ao príncipe d. João para que fosse respeitado o limite entre as duas capitanias. A essa altura, Goiás já tinha elevado o Desemboque a sede de comarca com jurisdição sobre toda a mesopotâmia formada pelos rios Grande e Paranaíba.


                   A situação era a seguinte: todo o Triângulo, até proximidades do Desemboque era, desde o início, goiano, passado que foi de São Paulo para Goiás. O Desemboque e Araxá eram mineiros desde a criação da capitania, porém estavam aposseados pela capitania goiana.

                   Os principais de Araxá requereram e foram atendidos. D. João ao determinar que as terras do Araxá e do Desemboque retornassem a Minas referiu-se não à vila do Desemboque e do Araxá, mas à comarca do Desemboque e, nessas condições, ia o Triângulo a reboque para Minas. A ganância goiana deu com os burros n'água e fez a capitania perder a enorme área do Triângulo.


                      Essa, pois, em linhas rápidas, a história do Triângulo paulista, goiano e, finalmente, mineiro.

 

Antônio Pereira da Silva

 

OBS IMPORTANTE: O Julgado do Desemboque, criado em 1766, atingia todo o Triângulo Mineiro mais o Sul de goiás. Dez anos mais tarde, foi criado o Julgado de Santa Cruz, no Sul de Goíás que passou a ter jurisdição sobre esta área. Ficou com o Desemboque apenas o Triângulo. (Freitas, José Ferreira, Sertão da Farinha Podre, ed. Do A., 2002)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Balanço - Estrada Real

Bom, meu passaporte já tem um bocado de carimbos e as quilometragens que andei foram as seguintes:

BH-Sabará-Caeté-Cocais-Serra da Piedade-Caeté-Sabará-BH: 230 km

BH-Rio Acima-BH: 80 km

BH - Ouro Preto-Mariana-Ouro Preto- SESC: 190 km

SESC Ouro Preto-Mariana-(errei estrada)-Catas Altas-Santa Bárbara-Bicame-Catas Altas-Mariana-Ouro Preto-SESC: 190 km

SESC Ouro Preto-Saramenha-Lavras Novas-Itatiaia-Ouro Branco-Conselheiro Lafaiete-Congonhas-BH: 200 km

BH-Ipoema-Senhora do Carmo-Itambé do Mato Dentro- Senhora do Carmo-Itabira-BH: 280 km

Total até agora: 1170 km

E vamu qui vamu!!!

Itambé do Mato Dentro - Estrada Real

Cheguei em Itambé e a Pousada da entrada da Cidade estava sem ninguém, fechada, então rumei para o Hotel Estrela.

Lá peguei o carimbo e aproveitei para almoçar uma comidinha muito gostosa que me fez muito bem. Conversei bastante com o Dênis e fiquei sabendo que Morro do Pilar estava logo ali.

Eram 35 quilômetros, mas de terra (!) e se eu levei duas horas e dois tombos prá fazer 12km, iria levar umas seis horas e uns seis tombos até lá.

Decidi desistir. Depois caio lá e não passa ninguém, ou machuco... Não vou fazer mais boneco doido sozinho... Credo!

Fui conhecer a Igrejinha e a capelinha do cemitério, e decidi voltar em direção à Itabira e depois para BH.

Senhora do Carmo - Estrada Real

De Senhora do Carmo que só passei, tirei só a foto da saída da Estrada duzInferno de Ipoema.

Rumei para Itambé do Mato Dentro para conhecer e pegar o carimbo.

À esquerda dessa entrada tem asfalto até Itabira, que vou usar para voltar.

Ipoema - Estrada Real


No outro fim de semana, eu estava sem fazer nada mesmo e resolvi pegar a moto e ir em Ipoema, para começar a montar o Caminho dos Diamantes.

Peguei o asfalto até Caeté e segui, a BR381 sempre me deixa nos nervos, detesto aqui... e fui até a entrada para Ipoema. Tem um totem grandão da Estrada Real, e a placa é em direção à Bom Jesus do Amparo. Não lembro, mas acho que não indica Ipoema.

Ipoema é distrito de Itabira, e hoje tem asfalto até lá.

A paisagem é bonita, e vai sepenteando até chegar em Ipoema, onde tem o Museu do Tropeiro, onde parei para pegar o carimbo e visitar a exposição.

Assinei o livro do museu e disse para a dona que as coisas que lá estavam não me eram desconhecidas, já que eu já tinha andado muito de cavalo nessa vida...

Na saída peguei uma estrada errada e entrei no parque Mata do Limoeiro e numa subida desgraçada lá, tinha uma poeira de argila fininha e uns 50 centímetros de poeira e resultado: perdi a tração na subida e chão!

A moto grudou no pó..

Fiquei ali panguando até aparecer uma camionete que me forneceu ajuda prá levantar a moto e voltar para trás - eu estava no caminho errado!

Voltei devagarzinho, cortando prego ;) e chegando em Ipoema, descobri que a estrada era outra.

Igualmente desgraçada... Teve uma descida de pó lá que eu levei uns 30 minutos para descer sem cair...

Mas eis que, depois de duas horas para fazer 12 quilometros, caí de novo... Olha a quantidade de poeira no lado direito da moto..

Esperei chegar alguém e como demorou, deu até pra tirar foto.

Faltava pouquissimo para chegar em Senhora do Carmo, onde tem asfalto...

Ô estradinha horrível - muito íngreme, muita poeira, tenso demais!!!

Congonhas - Estrada Real

Voltando tudo fui em Congonhas ver os Profetas do Aleijadinho e pegar o último carimbo desse dia.

Entrei na cidade e procurei logo o Santuário de Bom Jesus do Matosinhos - a basílica, e fui tocando até lá.

O erro é que peguei uma rua de pedra muito tosca, do século 17, e saí atrás do santuário...

E quando dei a volta na igrejinha me deparei com o Armagedon!!!

Tinha ocorrido uma competição de bicicletas, e a cidade estava lotada de carros e bicicletas e separadores de rua, uma zona só.

Parei para ver os profetas mais uma vez - não canso de admirá-los e vejo que muitos estão em posições tipicamente maçônicas, mas não vou falar quais... hehehe

Vi as capelas dos passos, bebi uma água (quente) e fui carimbar o passaporte.

Eu estava guardando um quadradinho na primeira folha para Glaura, mas a mulher pufff, carimbou nele... Ah, que raiva...

Mas tá legal! Agora é chegar em casa prá tirar essa roupa ardida e ver se a dona ressaca finalmente me deixa.

Conselheiro Lafaiete - Estrada Real

Na BR040, eu pensei: pôxa, já estou tão perto, vou lá pegar o carimbo de Lafaiete...

O que eu não contava era que o calor só aumentava e a Ressaca ficava cada vez mais pesada... hahaha

Fui para Conselheiro Lafaiete, e logo na pontezinha na entrada da cidade eu vi a indicação do Hotel, mas como que decodifica essa placa inteira com trânsito atrás de você???

Tem de dar a volta na pracinha, entrar à esquerda, passar num bequinho do correio e passar por baixo da ponte. O hotel é esse mesmo da placa, só que está debaixo...

Aqui em Lafaiete tem o lugar onde expuseram uma das pernas do Tiradentes, entre outras coisas. Como já conheço, hoje não visitei nada.

Peguei o carimbo e fui embora. Queria chegar em casa prá comer algo...

Ps: como já deu para ver, a foto é do Google Street View.

Ouro Branco - Estrada Real

As cidades maiores ficam meio sem graça na Estrada Real. Ouro Branco cresceu após a Açominas vir para cá em meados dos anos 80.

A serra que fica à direita de quem chega na cidade é bem bonita, mas passei um pouco de aperto para chegar.

Na estrada tinha uns moleques com umas motos menores e os garupeiros ficavam olhando para trás muitas vezes.

Pensei que se desse merda, eu tava ali sozinho...

Peguei meu carimbo no Hotel Serra Palace na saída da cidade, já que eu já tinha ficado lá, e procurei a estradinha que liga à Conselheiro Lafaiete.

A saída eu achei... Mas a estrada... Acabou me levando para a estrada que sai de Ouro Branco em direção à BR040...

A foto é da entrada da Minas da Gerdau/Açominas...

O calor estava de matar...

Itatiaia - Ouro Branco - Estrada Real

Pilotando eu e Ressaca entre as Serras lindas, cheguei em Itatiaia, no municipio de Ouro Branco.

Lá praticamente não tem muita coisa, mas tem um restaurante muito legal onde tem o carimbo, no final dessa rua. É o Villa Itatiaia.

Lá tem uns artesanatos bacanas, cervejas e claro, almoço.

Peguei meu carimbo rapidamente, já que a moça não estava prá papo e fui embora.

Outro dia volto lá para almoçar...

Lavras Novas - Estrada Real

Ressaca à postos, moto montada, fui embora do SESC, mais uma vez em direção à Mariana...

Dali entrei para Lavras Novas, em direção à Ouro Branco, para sair lá na outra BR.

Confesso que caregar a ressaca no Sol que estava fazendo, foi dureza!

Abasteci no bairro Saramenha, na saída de Ouro Preto, na estrada que vai para Mariana, e toca prá Mariana.

O Leleco do Bodes estava me acompanhando, porque ele iria para Conselheiro Lafaiete. O Zé Pedro foi até o posto de gasolina e nos despedimos.

O asfalto vai tranquilo até Lavras Novas - logo no trevo à esquerda tem uma formação de montanhas muito bonita e tem uns trechinhos de terra até chegar lá.

Alguns são moleza, mas a maior parte e pauleira pura.. E para a Transalp carregada, eu tava cortando prego com o tuim... :) 

Cagaço puro!

Cheguei lá e ainda na entrada peguei meu carimbo no aluguel de quadriciclo com uma loira de olhos azuis linda!

Lá fiquei sabendo que para pilotar quadriciclo precisava de carteira "B" e não "A". Coisas estranhas de Brasil!

Fum em direção à Igrejinha e passei a maior raiva - tava lotado, uma muvuca, maior sem graça.

Tava tão cheio que nem cheguei na Igrejinha. Se Lavras Novas está assim muvucado, não volto mais!!!

Voltei e casquei fora!

ps: foto do Google Street View

Madrugada de Sábado

Toda vez que tem festa do Bodes do Asfalto, só sobra eu, o Fubá e o Robinho... hahahaha

Mais de 3 da manhã, e amanhã tem de ir embora!!!

Mas a noite foi ótima, muitos irmãos do motoclube, papo rolou solto, música da melhor qualidade, valeu demais!!!

Catas Altas - Estrada Real

Cheguei em Catas Altas e fiquei impressionado como é bonita a vista da Igreja para as costas da Serra do Caraça.

Esses bandeirantes sabiam achar lugares bonitos!!!

Achei a casa do turismo aberta no domingo (!) e peguei o carimbo com a moça loira mais cheirosa de toda a minha caminhada...

Até pensei de pedir ela em casamento, mas ela tinha aliança... :(

Resolvi almoçar em Catas Altas para ver se a ressaca dava uma trégua e surpresa - a cidade é minúscula, mas opção de comer não faltam, mesmo porque aqui é parada de jipeiros...

Almocei na pizzaria no quilo do lado da Igreja, tomei uma coca-cola generosa e respirei fundo para voltar.

Esperava chegar no SESC em tempo de dar uma deitada depois de um banho e encarar os trabalhos da noite de sábado, com o rock and roll rolando!

ps: foto do Google Street View

Bicame - Estrada Real

Voltando para Catas Altas, lembrei-me do Bicame de Pedra, um aqueduto que levava a água da Serra para Brumado para as fazendas daqui de perto e fui lá conferir.

Foram uns 7-8 km de terra leve, e cheguei no bicame. No caminho vi vários marcos da estrada real sinalizando os cruzamentos e vi alguns marcos menores do CREN (Circuito Religioso da Estrada Real).

Só sobraram 100 metros do Bicame, mas a obra é interessante.

Impressionante que não tem argamassa e mais impressionante ainda é o arco, feito somente com pedras encaixadas, feito em 1792 ao custo de uma arroba de ouro.

Me lembrou do Sublime Arco Real!

Resolvi voltar a estrada de terra, já que eu não sabia se ela continuaria até Catas Altas e poderia ficar em um beco sem saída.

ps: Foto do Google Street View

Santa Bárbara - Estrada Real

Pois bem, sábado amanhaceu, dia 20 de agosto, e a ressaca tava média.

Resolvi então ir conhecer Santa Bárbara, que deixei para trás daquela outra vez.

Peguei a moto, saí do SESC depois do café e fui em direção à Mariana. Lá continuei reto, sem entrar na cidade e andei bem.

Andei tanto que distraí e passei pelo trevo das mineradoras e estava indo era para Ponte Nova... hehe

Voltei e peguei o trecho para Catas Altas e Santa Bárbara - liiiinda vista.

Vai beirando a Serra do Caraça pela esquerda - nunca tinha passado aqui.

São formações maravilhosas, e a serra é muito imponente. As mineradoras estão à todo tempo na esquerda, nas faldas das montanhas, mas pelo que sei, elas estão protegidas...

Passei ao largo de Bento Rodrigues, nem chegeui a ver, já que a estrada asfaltada passa bem longe de lá, e passei em cima da barragem de Germano - gigante!

Cheguei em Santa Bárbara - muito simpática, e peguei o carimbo no hotel Athens - aí a ressaca já estava cobrando seu preço.

Subi logo na moto e voltei para Catas Altas.

ps: não levei máquina, então as fotos são do Google Street View!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Encontro do Bodes do Asfalto - Cerveja

Só prá ter idéia do desafio à enfrentar...

Tínhamos que derrubar essas latinhas todas

E olha que tem duas filas de Brahma atrás...

(Nota posterior: E o pior que acabamos...)


Mariana - Estrada Real

Muita gente escuta falar em Mariana, acha que ela afundou na lama...

Mas o desastre da barragem do Fundão foi em um lugarejo chamado Bento Rodrigues, que é muuito longe do Centro. E lá não é distrito!

Mariana é muito charmosa, já dormi aqui mais de uma vez - acesso rápido e fácil através da rodovia de ligação com Ouro Preto, caminho tranquilo com a vista de Ouro Preto à esquerda e à direita o pico do Itacolomi.

Itacolomi é "filho de pedra" - é claramente visível, até da Serra da Piedade a gente o vê: é uma pedra grande e uma ao lado que é pequena.

Imagina os bandeirantes avistando o pico de longe e sabendo que estava chegando em Ouro Preto e Mariana...

Mariana é mais antiga que Ouro Preto, mas muita gente não sabe.. Vale a visita - cidade charmosa e com várias casinhas do tempo antigo...

Carimbei na Casa do Turista e voltei pro SESC em tempo de chegar na festança do Bode do Asfalto!!!!

Ouro Preto - Estrada Real

Sempre gosto de chegar em Ouro Preto!

Aqui é praticamente o "hub" da Estrada Real: Era a capital da Capitania e de onde saíam as expedições levando o Ouro e os Diamantes que escoavam de Minas Gerais para Portugal, usando o Caminho Velho até Paraty no princípio e depois o Caminho Novo para o Rio de Janeiro, de onde saíam as Caravelas em direção à Lisboa em Portugal.

Essa mudança foi para evitar as pilhagens dos navios por piratas no caminho marítimo de Paraty para o porto do Rio de Janeiro.

Imagino sempre a conspiração dos Inconfidentes, caminhando pela praça que hoje se chama Tiradentes, em frente ao museu que era a cadeia, as ruas de pedra...

Ouro Preto é patrimônio da humanidade! Se não for, é patrimônio do meu coração!!!

Vou voltar aqui para ir no museu com meu filho... Hoje, peguei o carimbo na casa do SESI, e as moças perguntaram se eu já queria o Certificado do Caminho do Sabarabuçu...

Para receber o Certificado do Caminho do Sabarabuçu são necessários quatro carimbos. Eu tinha cinco: Cocais, Caeté, Serra da Piedade, Sabará e Rio Acima. Desse Caminho só falta o carimbo de Glaura que depois eu vou pegar...

Disse que não, que iria pegar ele depois. Não queria amassá-lo.

Encontrei o pessoal do Bodes do Asfalto que já estava no SESC, passeando por Ouro Preto, e disse que já já tava chegando...

Só um pulinho em Mariana antes...

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