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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Gnosticismo

Gnosticismo

 

Segundo dicionário "Aurélio" a palavra "gnose" vem do grego "gnosis" e é traduzida como "conhecimento, sabedoria".

Em tradução livre do "Dicionário da Francomaçonaria" de Robert Macoy, temos: O nome "Gnosticismo", derivada dessa palavra acima, foi assumido por uma seita filosófica a qual procurou unir as noções místicas do Leste europeu com as idéias dos filósofos gregos, juntamente com ensinamentos do Cristianismo. O sistema tem características que mostram conclusivamente que era um desenvolvimento da antiga doutrina dos Persas e dos Caldeus.

De acordo com os gnósticos, Deus, a mais alta inteligência, habita a plenitude da Luz, e é a fonte de todo o bem. A matéria crua, massa caótica da qual todas as coisas foram feitas, é igual a Deus, eterna, e é a fonte de todo o mal. Percebe-se, nessa definição um "Dualismo", declarado.

Nicola Aslan, no seu "Grande Dicionário Enciclopédico" nos relata:

É um sistema de filosofia, cujos partidários pretendiam ter um conhecimento sublime da natureza e atributos de Deus. Os "gnósticos" eram platônicos degenerados, mas eruditos, que a Igreja combateu tenazmente, o que contribuiu para torná-los conhecidos, e de certa maneira, pára incentivá-los.

Os "gnósticos" fizeram sua aparição desde o século II d.C. A "Gnose" ou "Gnosticismo" era o conjunto de conhecimentos por tradição, e que escapa aos processos ordinários de instrução, por isso os "gnósticos" formavam uma sociedade secreta e não ensinavam senão aos seus membros o esoterismo, inteiramente desconhecido dos profanos (N. Aslan).  Desse modo, os gnósticos, segundo eles, detinham uma "ciência" secreta. O clero da Igreja Católica, devido o charlatanismo da maioria de seus membros, esclarecia seus fiéis e destruía, sempre que possível, suas obras.

Como muitos dos Símbolos, muito antigos, usados pela Maçonaria, eram os mesmos usados na simbologia gnóstica, tais como o triangulo, o triangulo com um círculo, o Selo de Salomão, etc, a antimaçonaria, sempre presente, acusava ser a Maçonaria um prolongamento do Gnosticismo, o que não é verdade. Não há nenhuma ligação entre o Gnosticismo e a Maçonaria.

Pesquisando ainda Mestre Aslan, podemos dizer que, na Maçonaria, sempre existiu maçons sonhadores e inovadores, principalmente os franceses, que estudaram o gnosticismo, formando Lojas espúrias, que nada tem a ver com a verdadeira Maçonaria.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Luzes na Maçonaria


 

Esta Pílula foi condensada de um artigo do livro "Holy Bible" – Heirloom Bible Publishers – Kansas EUA, que se inicia com a seguinte pergunta: "quais são os simbolismos da Luz na Maçonaria?

Em resposta, nos é dito que Luz é, de longe, o mais importante e misterioso termo na Maçonaria o qual é entendido pela maioria dos membros da Ordem. É o primeiro dos Símbolos apresentado para o Aprendiz na sua Iniciação, e continua estando presente para ele, de várias formas, durante todo seu futuro progresso em sua carreira Maçônica.

A Luz representa, como é geralmente entendida na Ordem, o "Conhecimento", "Verdade" ou "Sabedoria", mas ela contém, dentro de si mesmo, a parte mais difícil de entender e longínqua alusão da verdadeira essência da Maçonaria Especulativa, e aceita, dentro de si ampla significação, todos os outros Símbolos da Ordem.

Maçons são enfaticamente chamados de "Filhos da Luz" porque eles estão, ou deveriam estar, de posse do verdadeiro significado do Símbolo: enquanto o profano ou o não-iniciado, por uma analogia de expressão, estão na "escuridão".

Em todos os antigos sistemas de religião e em todos os mistérios antigos, a reverência pela Luz, como uma representação emblemática do principio Eterno de Deus, é predominante. Isso sempre foi verdade no Judaísmo e é, também, verdade no Cristianismo.

E é verdade, do começo ao fim, nos Rituais da Maçonaria, no mais predominante sentido. A maior Luz da Maçonaria é a Palavra de Deus;

Maçons estão empenhados de procurar nesta fonte de verdadeira luz e dos princípios da Ordem, um sempre crescente avanço na direção da Luz.

A fonte original da verdadeira Luz Maçônica é Deus. Somente os homens que caminham em sua direção, evitando a escuridão, são chamados de "Filhos da Luz".


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Renascimento, Reforma Religiosa e Contra Reforma Religiosa


 

O processo de criação de uma nova cultura, relacionada com as mudanças em geral e as novas formas de pensar, de agir, e sentir, entre os europeus do século XV, foi chamado de Renascimento. Foi a criação de uma cultura leiga que se preocupava com as coisas deste mundo, tendo o homem como centro, em contraposição à cultura sacra voltada basicamente para o domínio do "sagrado". Nesse processo tivemos, entre outras coisas: a substituição do "Cavaleiro" pelo "Burguês", individualista e naturalista, e a nudez (antes proibida) nos quadros pintados, principalmente, por Leonardo da Vinci e Michelângelo.

A partir do século XVI começou a apresentar sinais de decadência devido a três fatores, principais:

1) Crise Econômica, devido a diminuição dos negócios de importação de iguarias, devido as grandes navegações que supriam o mercado com menores preços e as guerras. O mecenato foi diretamente afetado.

2) A Reforma Religiosa e a Contra Reforma Religiosa, que veremos a seguir.

3) O caráter de "elite" demonstrado pelos participantes desse processo. O povo não participou desse movimento, considerado um erro crasso do movimento.

Reforma Religiosa

No final do século XV ocorreu a decadência dos feudos, aumentando as forças das cidades, da burguesia e da nova cultura implantada pelo Renascimento. Movimentos exigiam reformas na Igreja Católica. A divisão entre os cristãos fez surgir novas igrejas, genericamente, chamadas de "protestantes", devido os seguintes motivos:

1) As novas idéias oriundas do Renascimento.

2) Abusos e corrupção do Alto Clero Católico em Roma.

Nesse clima, Martinho Lutero, monge agostiniano, formulou com clareza o que o povo sentia e precipitou a ruptura do mundo cristão.

As reformas ocorreram em diversos locais e tiveram vários protagonistas.

1) – Alemanha: (na Saxônia) Martinho Lutero dizia que a leitura refletida da Bíblia conduzia à salvação espiritual. Estopim das discussões foi a venda de "Indulgências" para a construção da Basílica de São Pedro. Lutero foi excomungado e queimou a bula papal. A doutrina espalhou-se rapidamente e gerou lutas sangrentas.

2) – Suíça: o francês João Calvino, em Genebra, baseado em Lutero porém

mais radical nas exigências e foi influenciado pela mentalidade comercial (obtenção de lucros).

3) – Inglaterra: o Rei Henrique VIII queria se divorciar de Catarina Aragão para casar com Ana Bolena. Papa recusou o pedido por motivos políticos. O Rei rompeu com o Papa e fez com que o Parlamento fizesse dele o chefe supremo da Igreja da Inglaterra. Era uma mistura de catolicismo, calvinismo, estruturando o Anglicalismo.

Contra Reforma Religiosa ou Reforma Católica

Em meados do século XVI iniciaram-se as mudanças para combater o protestantismo em ascensão. Católicos reformistas apoiados pela nobreza europeia, forçaram a eleição de diversos Papas reformistas. Sem resultados adequados.

Os Jesuítas tornaram-se, portanto, após outras tentativas, a principal Ordem da Igreja Católica, atuando principalmente nos campos de ensino e pregação.

Missionários ficaram famosos, com São Francisco Xavier (India e Japão), Manuel da Nóbrega e José de Anchieta (Brasil).

Nos anos de 1545 a 1563, a Igreja Católica convocou o Concílio de Trento, que repeliu a doutrina protestante, aprovando integralmente a doutrina católica, tendo como principal virtude a caridade cristã.

Nessa época, intensificou o TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO, condenando pessoas como Galileu, Copérnico e outros. Foi elaborado o INDEX que era uma lista de livros proibidos, considerados heréticos e imorais pela Igreja Católica.

Houve também, a publicação de Manuais de Catecismo, do Breviário, do Missal e da Vulgata, que é a tradução, convenientemente adequada, da Bíblia pela Igreja Católica.

 Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Tempo de Estudos

Às vezes, tem lojas que deixam o assunto na hora do Tempo de Estudos correr solto.. Trazem até os assuntos da Palavra a Bem da Ordem... Não é para isso que serve esse Tempo! ATENÇÃO!!

Esse tempo é necessário e salutar! Sem ele, as lojas ficam só discutindo o que servir no próximo almoço/jantar/festa, e nada acrescentam ao ser humano!!!

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Uma das metas da Maçonaria é o aperfeiçoamento do ser humano, buscando sempre a Verdade. É obvio que para isso é necessário dedicação, estudos, debates, etc, para que a mente do Obreiro fique cada vez mais aberta, mais receptiva e mais preparada.

Pensando nisso, com o intuito de dedicar um espaço de tempo aos estudos e debates, as Lojas, dependendo do Rito praticado e da Obediência, estabeleceram o "Tempo de Estudos" ou "Quarto de Hora de Estudos".

Não era prática ritualística até, aproximadamente, 40 anos atrás. Foi enxertado com a finalidade de atender o que foi descrito acima. Na verdade, tempos atrás, isso era feito na "Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Geral". Na minha opinião, foi um aperfeiçoamento.

Como foi inserido na Ritualística, após a apresentação feita por um Obreiro (palestrante), a palavra corre nas Colunas conforme estabelecido pela mesma, e não são dispensados os sinais e cumprimentos aos demais Obreiros que queiram fazer perguntas.. Ou seja, numa Sessão Ritualística, esse "Tempo de Estudos" não pode fugir à tramitação ritualística da palavra e a obrigatoriedade de falar em pé e a Ordem, com exceção do VM e dos Vigilantes (Castellani).

Porém, dependendo da necessidade de aproveitar o tempo disponível, ou apresentação com projeção de slides (muito comum hoje em dia), ou permitir um debate mais frutífero, a sessão Ritualística é suspensa. Abre-se a "Loja em Família" pelo Venerável Mestre, com golpe do Malhete.

Todo controle da apresentação, tempo de debate, uso da palavra, etc, são sempre controlados pelo Venerável Mestre.

Finalizados a tal apresentação e o debate, a Loja entrará na Ritualística, com golpe de Malhete proferido pelo Venerável, seguido das palavras "Em Loja meus Irmãos".

Resumindo:

• o "Tempo de Estudos" visa aperfeiçoar os conhecimentos dos Obreiros e não deve ser confundido com "Instruções do Grau"

• pode, ou não, ocorrer numa Sessão Ordinária.

• Não deve ser longo demais para não atrapalhar a Sessão.

• Quando ocorre o debate, o assunto não deve mais ser discutido na "Palavra a Bem da Ordem...".

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Mudança Radical – Operativos para Especulativos



Aproximadamente entre 1550 e 1700, aos poucos, os Maçons mudaram seu comportamento. Deixaram de ser uma associação (Guilda) de pedreiros trabalhadores, com algumas ilegalidades, que aceitavam todas as doutrinas da Igreja Católica, e se transformaram em uma organização de Cavaleiros intelectuais, partidários de tolerância religiosa, entre homens de religiões diferentes, e convencidos de que as polêmicas doutrinas teológicas deveriam ser substituídas por uma simples crença em Deus.

Na época, eram chamados de "Maçons Operativos" e, com essa mudança, começaram a ser chamados de "Maçons Aceitos" ou "Cavaleiros Maçons", principalmente na Escócia.

Esses novos membros patrocinavam a Ordem, principalmente na Inglaterra onde a nobreza e a emergente classe mercantil, achavam isso como complemento ao sucesso pessoal. Na França foi mais ou menos semelhante, além do que, as Lojas serviam, aos livres pensadores, como local ideal para o crescente espírito de liberalismo.

Posteriormente, esses Maçons Aceitos começaram a ser chamados de "Maçons Especulativos", (ver Pílula Maçônica nº6 – Maçonaria Especulativa), porém, esse termo não foi utilizado antes de 1757.

O motivo da mudança parece estar bem claro: o enfraquecimento da Igreja Católica, devido a Reforma Religiosa, em torno de 1500 d.C. fez com que as grandes construções (catedrais) diminuíssem de ritmo, de modo acentuado. A Arquitetura Religiosa diminuiu acentuadamente, juntamente com o dinheiro destinado para isso. E na Inglaterra, tudo isso, atrelado as trocas de Reis e Rainhas, alguns tendendo para o Anglicalismo outros para o Catolicismo.

Ou muda, ou fecha! Foi o que aconteceu com outras Associações (Guildas), como os Chapeleiros, Seleiros, etc. Não mudaram o comportamento e a finalidade das mesmas, e acabaram fechando.

Na verdade não se sabe como se produziu essa mudança. Os grandes historiadores maçônicos se dividem, neste ponto.

A semente, provavelmente, deve ter sido o fato de que, de longa data, essas Associações aceitavam os filhos de membros que nem sempre continuavam na profissão do pai.

Esclarecendo: na idade média era comum uma pessoa seguir a profissão de seu pai, apesar de que nem sempre isso ocorria. Entretanto, isso não impedia que fosse membro da Associação.

Na Escócia, por exemplo, era habitual as Associações ligadas ao comercio, e mesmo na Maçonaria Operativa, convidarem Cavaleiros influentes a pertencerem a elas. Foi o caso do convite feito, por essa última,

aos Cavaleiros da família St Clair de Rosslyn. Que aceitaram tal convite e, posteriormente, praticamente ficaram "donos" da Maçonaria.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Resolvendo o Karma Familiar

Achei esse texto muito interessante - acho que os Jurza têm um karma familiar que vem de lá, de muitas eras... 

E acho que a pioneira na quebra do padrão pode ser minha prima Ana, que realizando a volta para a Croácia, está iniciando a quebra do padrão e liberta-nos do karma familiar.

Sei que para ela não está fácil, que é um desafio - mas ela resolveu encarar e está lutando bravamente.

Resta saber se os Jurza se livrarão desse karma e começarão a se libertar das amarras que nos impedem de caminhar adiante. 

Muitos acontecimentos se repetem em nossa família - Seria um ciclo que roda e roda e não se resolve... Como a carta 10 do tarô, que inexorável gira, alternando o mal e o bem. Mas parece que a nossa roda tem um peso em um dos raios...

Peço de antemão a permissão para reproduzir o texto, já que cito a fonte, pois o assunto nos é concernente, e ademais, já penso nele há muito tempo, dessa mesma forma, admitindo esse tipo de KARMA FAMILIAR. O que carregam os Jurzas?


-------------------------------------------------------  Segue o texto de Maiana Lena -------------------------------------------------------

A partir do seu nascimento você começa a absorver as energias de seus pais tão fortemente, como se fossem suas próprias. Este elo é tão forte que você não consegue distinguir onde ele começa ou termina. Você começa a absorver seus medos, suas culpas e suas cargas emocionais. Estas cargas são geralmente passadas por várias gerações tanto pelo lado materno quanto paterno. Pode "haver um aspecto kármico envolvido na questão, o padrão kármico vem se repetindo vida após vida até que seja quebrado."

Isso você pode chamar de karma famíliar. Pode haver questões relacionadas com um homem desequilibrado emocionalmente ou com uma mulher envolvida em uma escravidão auto imposta a um relacionamento escravizante, as questões relativas a determinadas doenças envolvendo o pai ou a mãe, etc.

Este tipo de carga kármica é resolvido quando a energia presa dentro de você é liberada, e, portanto, não é repassada para a próxima geração. O Karma familiar é resolvido quando, pelo menos um membro da família, quebra o vínculo, definindo-se livre do fardo emocional que ela absorveu desde a infância e acoplado em seus genes ligado a várias encarnações.
O membro da família que "quebra o padrão kármico" o fará em primeiro lugar, ajudando a si mesma. Trata-se de estar focado em seu próprio crescimento interior e expansão.

Este crescimento e expansão têm um efeito sobre a "energia da família." Isso abre a possibilidade de os membros dessa família para encontrar o caminho para sair também. Este processo não está vinculado apenas ao filho, mas também aos progenitores ou irmãos ligado a família. O ente familiar que se libertou do padrão kármico ligado a família fornece uma trilha energética para outros de sua família se libertarem também. Isso ele realiza naturalmente por seu trabalho interior e o que ele irradia consequentemente por causa disso, não pelas tentativas de empurrar os outros para mudar e avançar. O que ele oferece a sua família de nascimento energeticamente é a possibilidade de mudança. Sua energia espelha a possibilidade de mudança para eles e isso é tudo que ela precisa fazer.

Os membros da família poderão então seguir a trilha ou não. Ninguém é responsável pela mudança de alguém. Não é sua missão espiritual forçar alguém a trilhar o caminho espiritual e transformar-se. Este caminho é único e pertence a cada ser individualizado. Você pode se livrar do fardo kármico familiar que você pode ter gerado em muitas vidas aos seus entes familiares ou eles a você. Quando isso ocorrer você poderá apagar a carga emocional relativo ao fardo kármico impedindo assim serem repassados aos seus filhos e assim sucessivamente. Esta é a sua missão de alma.

Não lamentem a perda de sua família a este respeito caso eles não estejam prontos a seguir a trilha da libertação do fardo kármico. Você vai ter-lhes oferecido um ótimo serviço limpando o caminho e deixando uma trilha. Esse caminho vai ficar lá e ele será usado um dia por quem quiser sair daquele processo kármico em particular. A pista é o espaço de energia que você deixou disponíveis para eles.

Não é o seu objetivo levá-la em seus ombros. Isso é não a sua tarefa. Sempre que você tenta arrastar figurativamente seus pais ou familiares a seguir a trilha da libertação você está atrapalhando o seu próprio crescimento, e você sofrerá decepções e tristezas. Essas outras pessoas que você ama e deseja compartilhar a sua luz com você podem optar por viver nesta condição de "cegos na luz" por mais um século ou mais. Esta decisão cabe a eles.Mas um dia em seu próprio tempo, eles vão descobrir a trilha deixada por você em algum ponto e isso os fará fazer isso também. E assim eles vão começar o seu próprio caminho de crescimento interior, sua própria subida para a luz.

E não será maravilhoso eles encontrarem marcas ao longo do caminho, uma pista para eles para seguirem? Eles terão que passar por suas próprias lutas, mas eles terão um farol estabelecido para eles que iluminará seu caminho. Como pioneira deste caminho você abençoará a estrada tão difícil que escolheu trilhar com gratidão e honra!

Tratamento de Transmutação e cura Familiar- Maiana Lena

Lojas de Promulgação e Reconciliação

 

Os nomes de três importantes Lojas e seus significados históricos devem sempre estar na mente dos estudiosos maçônicos.

São elas:

* Loja de Promulgação (tornar público, conhecido)

* Loja de Reconciliação

* Loja de Emulação

Sabemos que quatro Lojas formaram a Grande Loja de Londres e Westminster em 1717. Estamos cientes, também, que uma outra Grande Loja foi formada anos mais tarde (1751) e que era asperamente hostil a primeira citada.

Essa segunda Grande Loja se auto intitulou de "Antigos" e apelidou a primeira Grande Loja de "Modernos", de maneira depreciativa, pois achavam que eles não estavam seguindo fielmente os "Antigos Deveres" (Old Charges).


Essa animosidade persistiu por longo tempo (aproximadamente 50 anos) até que, no início do século XIX (1800), devido a diversos fatores, inclusive um sentimento de maior tolerância de ambas as partes, produziram um desejo de união que, posteriormente, se concretizou.

Em 1809 os "Modernos" criaram uma loja, de comum acordo, chamada "Loja de Promulgação" para acertar e tornar conhecido, entre eles, os Antigos Landmarks da Ordem.

Essa Loja teve muitas reuniões, nas quais ensaiaram, discutiram e definiram o Cerimonial dos Trabalhos em Loja. Principalmente, o Cerimonial de Instalação, o qual era um importante ponto da rivalidade existente entre as duas Grandes Lojas.

Estando tudo definido, essa "Loja de Promulgação", após árduo trabalho, encerrou suas atividades em 1811. 

E, sem dúvidas, ela ajudou enormemente a união que ocorreu em 1813 A Loja de Reconciliação: baseado nos "Artigos da União" de 1813, uma comissão foi constituída, formando uma Loja que deveria ser constituída de "nove maçons dignos e experientes", de cada lado, com a finalidade de instruir e obrigar, os Veneráveis Mestres, ex-Veneráveis, Vigilantes e demais oficiais da Loja, a se prepararem para a Grande Assembleia, comemorando União com uniformidade nas formas, regras, disciplina e trabalhos. 

A Loja reuniu-se em muitas ocasiões e as Cerimônias que foram acordadas, foram ensaiadas e, com algumas alterações, tudo foi aprovado em 1816. Os registros não revelam o Ritual ensaiado pois tudo era decorado.

A Loja Emulação de Aperfeiçoamento: este é o lugar apropriado para o ensaio correto do Sistema de Ritual conhecido como "Emulação". Foi fundada em 1823 e o principal expoente dessa loja foi Peter Gilkes que morreu em 1833. As maiores precauções são tomadas, nessa loja, para preservar a pureza do Trabalhos, que foi formulada pela Loja de Reconciliação e aprovada pela Grande Loja em 1816. 

Não é uma Loja para instruções, mas para a melhoria do Ritual, estando os membros, de antemão, totalmente familiarizados com o mesmo.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Maçonaria é religião?



Como as Pílulas Maçônicas são voltadas principalmente para os Aprendizes e Companheiros, vamos voltar nesse assunto.
Muitos críticos e detratores da Maçonaria afirmam, a muito tempo, que a Ordem Maçônica é uma religião. Entretanto, ainda que a Maçonaria é por tradição uma sociedade de homens religiosos, categoricamente não é uma religião e nem pretende ser.
Não tem teologia, não oferece sacramentos, não garante e nem promete salvação da alma após a morte. Apesar de que seus ensinamentos são interpretados dentro de um clima espiritual, é esperado que os Obreiros pratiquem esses ensinamentos dentro do contexto de suas próprias religiões.
É sabido que algumas atividades maçônicas parecem ser religiosas. Como exemplo, temos a "Cerimônia de Casamento Maçônico". Muitas vezes e em muitos lugares é feito esse tipo de cerimônia. Na verdade, é só uma confirmação, dentro do ambiente Maçônico, de duas pessoas já legalmente casadas. O Venerável Mestre de uma Loja não é uma pessoa autorizada para celebrar um matrimônio e, consequentemente, o par em questão, já é casado.
Portanto, é um ato feito unicamente com a finalidade de comemorar, ou celebrar, entre Obreiros de uma ou mais Lojas, a união legal anteriormente realizada.
Existe, também, a "Cerimônia Fúnebre" onde a Loja se reúne para recordar os bons momentos que teve com o Obreiro falecido, suas boas obras, e para uma última, simbólica, despedida. Não é um sacramento nem substitui a um funeral religioso.
O Templo, onde as Lojas se reúnem, não é um lugar sagrado, apesar de muitos Maçons pensarem dessa forma. A "Sagração" de um Templo Maçônico, levando em consideração que a Maçonaria não é uma religião, é simplesmente um reconhecimento Maçônico, por todos os maçons presentes no ato de que, aquele local, tem a dignidade de um Templo Maçônico e será sempre usado para as atividades Maçônicas (ver Pílula Maçônica nº103 – Sagração). O objetivo principal é a realização de cerimoniais maçônicos e atividades administrativas. Não tem um motivo especial para ser religioso.

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Os Templários e o Descobrimento do Brasil



 

O rei da França, Filipe IV, o Belo, na época do século XIV, estava falido e, entre outros, devia muito dinheiro a Ordem dos Templários, que era uma das Organizações mais ricas e mais poderosas da Europa. Seus membros eram guerreiros, banqueiros e construtores e tinham sede em Paris. Pelo fato de serem guerreiros, e bem organizados, se apoderaram de imensas quantidades de terras e bens materiais dos perdedores aos quais punham o seu jugo. Controlavam feudos e construções em Paris e no interior da França.

Participaram de modo intenso nas Cruzadas. As mesmas eram "patrocinadas" pela Igreja Católica a qual permitia, devido sua portentosa influência juntos aos reis e governantes, que os Templários tivessem muitas regalias e direitos. Entretanto, exigiam que as Cruzadas saíssem vitoriosas em suas contendas. As derrotas das Cruzadas no Médio Oriente, limentaram uma onda de calúnias, produzida provavelmente por pessoas ou entidades invejosas e sedentas do fracasso dos Cavaleiros da Ordem dos Templários, dizendo que os mesmos teriam se "vendido" aos muçulmanos. Aproveitando o clima favorável, talvez produzido por ele mesmo, em 13 de outubro de 1307, Filipe invadiu, de surpresa, as sedes dos Templários em toda a França, prendendo todos os membros.

Dois processos foram abertos contra a Ordem dos Templários: um dirigido pelo rei contra os presos, o outro conduzido pelo papa Clemente V, que como sabemos, foi forçado pelo rei Felipe, a colocar a sede do Papado em Avignon, França.

Muitos Cavaleiros foram mortos. A maioria degolada. A Ordem era Iniciática e bastante discreta. A própria discrição da Ordem foi usada contra ela, fazendo-se afirmações absurdas. Devido a ramificada rede de informações da Ordem, os sobreviventes trataram de salvar a maior quantidade possível de bens e tesouros.

Todos os seus bens "disponíveis" foram confiscados. Esperava-se uma fortuna, mas, como pouco foi efetivamente recolhido, criou-se a suposição de que os tesouros foram transferidos em segurança para outros países. Para muitos investigadores, um desses países teria sido Portugal. O rei Dom Dinis (1261-1325) decidiu garantir a permanência da Ordem dos Templários em terras portuguesas. Sugeriu uma doação formal dos bens da Ordem à Coroa, mas, talvez, por imposição dos Templários, foi nomeado um administrador, de confiança da Ordem, para cuidar deles.

Dom Dinis, numa atitude corajosa para a época, local e condições, abriu as portas para todos os refugiados da Europa. Nessa ocasião, por volta de 1317, o último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, Jacques (ou Thiago) de Molay, já havia sido executado na fogueira (1314). Nem o Papa, com toda sua autoridade e com a "Santa Inquisição" a sua disposição, o intimidou: fundou a Ordem de Cristo com, segundo afirmam os historiadores, parte do patrimônio dos Templários.

Todos os perseguidos da Europa, se concentravam, trazendo seus segredos, seus conhecimentos, para o Convento de Tomar, sede da Ordem de Cristo. Uma nova etapa, uma nova era, estava acontecendo para os Cavaleiros Templários. Dois anos depois, em 1319, um novo papa, João XXII, reconheceu a Ordem de Cristo.

No início do século XV, Portugal era um reino pobre. A riqueza estava na Itália, na Alemanha e na Flandres (hoje parte da Bélgica e Holanda). Nesse caso, porque é que foram os portugueses a encabeçar a expansão européia? Sem dúvida, a rica Ordem de Cristo foi o seu trunfo decisivo, com seus tesouros, mas, principalmente, com os seus conhecimentos e experiência adquiridos ao longo dos anos. .

Quando o Infante Dom Henrique, terceiro filho de Dom João I, se tornou Grão-Mestre da Ordem, em 1416, a Organização encontrou apoio para colocar em prática um antigo e ousado projeto: contornar a África e chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra. Dom Henrique assumiu o cargo de governador do Algarve. Dividia seu tempo entre a Ordem de Cristo e o Porto (ou Vila) de Lagos.

Ao retornar à Portugal, na primavera de 1419, após combater os mouros na cidade de Ceuta, dom Henrique teria decidido abandonar as "futilidades da corte" e se instalar na ponta de Sagres. Dom Henrique era uma figura imponente, obcecado, teimoso, celibatário e asceta, permanentemente envolto em um manto negro.

O próprio local que o infante supostamente escolheu para viver já era pleno de simbolismo e magia. O antigo "promontório sacro" de gregos e romanos – chamado de Sagres pelos lusos - fora batizado pelo geógrafo grego Ptolomeu. Era a parte final da Europa: um lugar desértico, de beleza trágica, onde a terra se despede num cabo nu e pedregoso, para mergulhar no oceano temível e repleto de mistérios. Não por acaso, Sagres tinha sido ocupado por um templo de druidas, os sacerdotes celtas.

Ainda assim, não foi na ponta de Sagres, mas na Vila de Lagos, acerca de 30 km a leste dali, que Dom Henrique de fato se instalou, quando seu pai, o rei Dom João I, o fez governador daquela região, conhecida como Algarve, ou El-Ghard, a Terra do Poente, outrora o Ocidente árabe.

Foi aí, que em 1420, Dom João I, fez do Infante o administrador da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, originária da antiga Ordem dos Templários .

Algarve era a base naval e uma corte aberta: vinham viajantes de todo o Mundo, com todo tipo de informações, tão importantes naquela época. Foram atraídos para lá, sábios, cartógrafos, astrônomos e astrólogos – especialmente Judeus que, desde meados do século XIV, fugiam das perseguições que se desencadeavam na Espanha. Afirma-se hoje que, o Porto (ou Vila) de Lagos, localizada em uma ampla baía, possível de se zarpar, liderada pelo infante, foi que comandou a expansão marítima do século XV. Ali foi fundada a Escola de Sagres – que, na verdade, existiu apenas no sentido filosófico da palavra, já que nunca houve um espaço físico, um centro de estudos, e muito menos um observatório, na Ponta de Sagres.

Tinham passado cem anos sobre a condenação dos Templários nos processos de Paris, e o Vaticano estava preocupado com a pressão muçulmana sobre a Europa, que aumentara muito no século XIV. Com isso, em 1418, o Infante consegue o aval do papa ao projeto expansionista. Num século, os papas emitiram onze bulas privilegiando a Ordem com monopólios da navegação para a África, posses de terras, isenção de impostos eclesiásticos e autonomia para organizar a ação da Igreja nos locais a descobrir.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Estrada de Santa Clara


Já escrevi sobre várias estradas, mas ao terminar o livro de Márcio e Leônidas, meu professor, pensei porque não se poderia implantar um impulso turístico e histórico na Estrada de Santa Clara, que ligava a Cachoeira de mesmo nome à cidade de Philadelphia, atual Teófilo Otoni, nos idos da Companhia do Valle do Mucury.

A estrada, lá pelos anos de 1857, ajudou a impulsionar e formar o Vale do Mucuri. 

São 27 léguas e meia que escondem muita história, muita luta e muito suor. 

Poderia ser feito um trajeto com marcos sinalizadores, georreferenciados, com direito a plaqueta com logotipo, e quem sabe carimbos com pictogramas significativos.

 Tipo Santa Clara na Cachoeira, uma cacho de Urucum em Urucu, um Alferes na Colônia Militar, um Indio no Potón, e no final um pictograma de Philadélphia, e outros tantos carimbos. 

E no fim um Certificado bonito da Estrada de Santa Clara.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

E começou a primavera...

No equinócio de primavera, os dias e noites ficam com a duração igual.

E pela primeira vez, o governo fala em não fazer horário de verão. Será?

Sólio


Como já tivemos, anteriormente, oportunidade de falar, SÓLIO é sinônimo de TRONO, que é o assento solene, pomposo, onde se senta a pessoa a quem se confere extrema autoridade. No caso da Maçonaria é onde se senta a autoridade maior da Loja, que é o Venerável Mestre ou seu substituto numa determinada Sessão.

Desse modo, os Vigilantes quando substituem o Venerável, sentam no Sólio, apesar de muitos pensarem que o mesmo só pode ser ocupado pelo referido, o que não é verdade. Os Vigilantes são substituídos pelos Expertos.

À direita do Sólio, fica a cadeira, ou assento do Grão Mestre ou seu Adjunto (na Constituição de Anderson, é chamado de Deputado). No caso do REAA, são chamados de Soberano e Sapientíssimo, (ver Pílula Maçônica nº46) e tem a autoridade e direito de estarem presentes à sessão de qualquer Loja, como também de presidi-la, tendo o Venerável da Loja á sua esquerda.

Ao fazerem isso, não há a necessidade de sentarem no Sólio..

Deve ficar claro, também que, um dos Vigilantes, ao assumir, eventualmente, o Veneralato, é tratado durante a Sessão, como "Venerável Mestre", recebendo o título inerente ao cargo do Primeiro Malhete da Loja.

Além disso, quando se diz: "o Primeiro Diácono tem assento abaixo do Sólio..." refere-se que o assento do referido, está num nível abaixo do nível onde está o Sólio.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Cavaleiros Hospitalários


Os Hospitalários ou Cavaleiros Hospitalários, de São João de Jerusalém, foram originariamente uma Ordem militar-religiosa formada, também, durante as Cruzadas. Seu remanescente existencial atualmente é a Suprema Ordem Militar de Malta.

O grupo foi formado no 11º século em Jerusalém; seus membros foram irmãos vinculados a um hospital dedicado à São João que cuidava de peregrinos doentes ou necessitados. Em 1113 este grupo recebeu a aprovação papal como ordem regular. Seu primeiro superior (Grão Mestre) foi Gerard de Martignes. Seu sucessor foi Raymond du Puy que reconstituiu a Ordem e começou engajar seus membros em operações militares para o Reino Latino de Jerusalém (ver comentários abaixo).

Após 1187, a Ordem moveu seu quartel general para a cidade de Acre.

Os membros continuavam a cuidar de doentes, guardavam as estradas e lutavam. Eles se tornaram rivais dos Templários na arte de guerra cruzada.

Em 1310 mudaram primeiro para Chipre e depois para a ilha de Rhodes, na qual a Ordem governou como um estado independente até a chegada do turco Otto. Em 1530, o Sagrado Imperador Romano, Carlos V, concedeu Malta para os Hospitalários. Eles defenderam a ilha contra os turcos até que Napoleão I expulsou todos eles em 1798. A Ordem estava declinando e, finalmente seu quartel general foi finalmente estabelecida em Roma. E, de 1805 a 1879 não tiveram Grão Mestre.

Reconstituída em 1879, os Hospitalários continuam hoje como uma Ordem onde clericais e membros fiéis, ambos engajados em trabalhos de caridade e assistência médica. Ela é internacional na qualidade de seus membros e de suas atividades. A vestimenta da Ordem é um manto negro com a cruz de malta de oito pontas, na cor branca.

O Reino Latino de Jerusalém O Reino Latino de Jerusalém foi criado em 1099 pelos líderes da primeira Cruzada; foi conquistado pelos Muslims em 1291. Sua grande extensão incluía a Palestina e outros estados ao norte, principalmente da

Antióquia. A história desse reino pode ser contada em duas etapas: de 1099 até 1187 quando Jerusalém foi reconquistada pelo líder dos Mulims, Saladino e de 1189 até 1291, quando foi finalmente conquistado.

Durante a primeira fase o Reino tinha como capital a cidade de Jerusalém. Os Cruzados escolheram inicialmente Godfrey de Bouillon como administrador (1099 a 1100). Apesar dele ter tomado somente o título de Defensor do Sepulcro Sagrado, seus sucessores, começando por seu irmão Baldwin I (1100 até 1118) usaram o título real. Eles tinham a esperança de expandir e consolidar sua posição na Palestina e, em particular, capturar cidades costeiras, as quais a Primeira Cruzada não havia conquistado. Com o apoio naval de Gênova, Veneza e Pisa, eles tiveram sucesso nessa empreitada.

A oposição árabe dos muslims estava inicialmente fragmentada entre pequenos e insignificantes estados. Após 1128, entretanto, os estados árabes foram gradualmente se unificando, graças ação de novos líderes, entre eles o maior sendo Saladino, que se tornou administrador (governador) do Egito em 1169. Declarando uma guerra santa em 1187, ele derrotou os Cruzados em Hattin, resgatando Jerusalém para os Mulims e sitiando os remanescentes Cruzados em Tiro, Trípoli e Antióquia.

Em 1189 os Cristãos promoveram a Terceira Cruzada intencionada de reconquistar Jerusalém. E assim foi feito. Esta Cruzada e as outras que a sucederam, somente reconquistaram as cidades costeiras e faixa adjacente do território.

De 1191 para frente, a capital do reino era a cidade de Acre.

Infelizmente, o futuro desse Reino foi amargurado pelos conflitos entre os Barões e os Governadores; entre os colonizadores de Veneza, Piza e Gênova;

e, principalmente entre as Ordens Militares dos Hospitalários e Templários.

A queda de Acre para os egípcios (Mamelucos) em 1291 marcou o fim do Reino Latino de Jerusalém.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Grande Capitulo do Rito de York


Em torno do ano de 1910, Maçons de origem inglesa não estavam satisfeitos com a Maçonaria praticada aqui no Brasil, pois pretendiam, se possível, ter Lojas do Rito inglês, que trabalhassem segundo a orientação litúrgica da Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI). Alguns Obreiros desta última, foram enviados ao Brasil para negociarem com o Grande Oriente do Brasil, com o intuito de obter do GOB, a autorização para estabelecer uma Grande Loja Distrital, sob a Constituição Inglesa, em nosso território.

Isso não foi concretizado nessa época, porém, foi assinado um Tratado, em 21/12/1912, pelo Grão Mestre Lauro Sodré, do GOB, e pelos representantes da GLUI, que relatava, resumidamente e com outras palavras, o que segue abaixo:

- o GOB em consideração à inabalável e fraternal amizade que sempre uniu a GLUI e o GOB, e pretendendo atender aos anseios dos maçons ingleses residentes no Brasil, resolveu permitir que fosse criado um Grande Capítulo do Rito de York, com

patente e sob a obediência do Grande Oriente do Brasil (NOTA: sobre o termo "Rito de York" faremos uma explicação na próxima Pílula).

- desde logo ficarão subordinadas a esse Capítulo as seguintes sete Lojas do GOB:

"Eduardo VII", ao Oriente do Pará;

"Saint George", ao Oriente de Recife;

"Duke of Clarence". Ao Oriente da Bahia;

"Eureka Nº 3", ao Oriente do Poder Central;

"Wanderers", ao Oriente de São Paulo;

"Unity", ao Oriente de São Paulo;

"Morro Velho", ao Oriente de Minas Gerais

- esse Grande Capítulo será autoridade suprema, em matéria litúrgica e autorização de funcionamento, para todas as Lojas do Rito de York, atualmente e para aquelas que no futuro forem criadas no Brasil.

Como fruto desse Acordo, foi feito o Decreto Nº 478, de 01/12/1913, resumidamente mencionado abaixo (caso alguém se interessar tenho o Decreto na íntegra):

- Fica criado, no Oriente do Poder Central, o Grande Capítulo do Rito de York, ao qual se subordinarão, liturgicamente, todas as lojas desse rito atualmente existente no Brasil.

- O Grande Capítulo mencionado terá as mesmas atribuições da Constituição das Grandes Oficinas chefes de Rito, além das do acordo entre GOB e a GLUI.

- esse Grande Capítulo será composto por 33 membros efetivos, etc.

Esse Decreto durou até 1935, quando em 06 de maio desse ano, é assinado um outro Tratado, denominado "Tratado Convênio de Aliança Fraternal" entre o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja Unida da Inglaterra, reconhecendo, naquela época, o

GOB como única Potência Maçônica regularmente estabelecida no Brasil e o GOB, por sua vez, autorizava o estabelecimento, no Brasil, de uma Grande Loja Distrital, sob Carta Patente da Grande Loja Unida da Inglaterra.

Por esse Tratado, convencionou-se, também, que "em virtude de não mais ser necessária a existência do Grande Capítulo do Rito de York no Brasil, este, uma vez formada e estabelecida a Grande Loja Distrital, cessará suas atividades" (Castellani).

Com isso, todas as Lojas do Rito de York, então existentes, passaram, sob a direção da Grande Loja Distrital, para a Jurisdição da Grande Loja Unida da Inglaterra.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

“O Caso William Morgan”


Caso da antimaçonaria

Movimentos anti maçônicos sempre existiram desde os primórdios da Maçonaria, mesmo durante o período da Maçonaria Operativa.

Um dos maiores, ocorreu nos Estados Unidos, entre os anos de 1826 e 1840. O "Caso Morgan", a ser descrito ao longo deste trabalho, foi o estopim de um sentimento anti maçônico, muito amplo e que estava em estado latente por muitos anos, provocado em parte por livros anti maçônicos vindos da Europa, (ver Pílula Maçônica nº99 sobre Leo Taxil) denunciando a Sociedade Maçônica, e em grande parte pelos "dogmas" praticados por certas Seitas Protestantes.

Em 1820, nos Estados Unidos, havia aproximadamente 400 Oficinas e em torno de 12.000 membros e estava crescendo. Como resultado desse movimento, iniciado pelo "Caso Morgan", a questão sacode a opinião pública e quase destruiu a Instituição. Em 1830 o número de membros caiu para aproximadamente 2.000.

William Morgan, indivíduo de mau caráter, aventureiro, endividado, jornalista de Batávia, New York, decidiu refazer-se economicamente lançando um pequeno livro anti maçônico, publicado em 1826 com o título "A Maçonaria Apresentada e Explicada" com a intenção de desmascarar a Instituição e ganhar muito dinheiro com a venda do livro.

Torna-se logo um best-seller.

Aparentemente, William Morgan deve ter frequentado Lojas maçônicas, onde adquiriu conhecimento para a redação de seu livro. Entretanto, não foi encontrado seu nome em nenhum registro de Loja. É possível que tenha sido auxiliado por outra pessoa.

O movimento anti maçônico cresceu exponencialmente quando Willian Morgan desapareceu da cidade. Inquéritos foram realizados sem sucesso. Jamais se soube o que aconteceu. Porém, começou a correr a notícia que William Morgan havia sido sequestrado pelos Maçons, levado até as Cataratas do Niágara e depois de ter sido assassinado na fronteira canadense, seu corpo teria sido jogado nelas.

Morgan desapareceu em setembro de 1826 e no mês seguinte, o Reverendo David C. Bernard, pastor da Igreja Batista em N.Y., acompanhado de um membro que havia renunciado da Loja Maçônica, começou uma carreira de 40 anos devotada largamente para a desmoralização da Ordem.

Diversos encontros e convenções foram liderados por ele e, ao mesmo tempo, publicou um livro chamado "Luz na Maçonaria" totalmente anti maçonaria. Todos os maçons foram excomungados e não podiam ser candidatos em cargos públicos.

Obviamente, assunto naturalmente atrativo para leitores e escritores românticos e sensacionalistas, produziu uma circulação avantajada de livros anti maçônicos.

Até um Partido Político anti maçônico foi fundado em New York e a excitação invadiu, gradualmente, os outros estados. A maçonaria é condenada pela Igreja Batista. Os Maçons são, sistematicamente, recusados quando da formação de Juri Criminal e os pastores lhes negam a comunhão. A dissidência na Maçonaria foi enorme. Intrometendo-se a inevitável política, viram-se candidatos se apresentarem às eleições alegando seu anti maçonismo.

A Maçonaria levou anos para se reerguer. Quando da Guerra da Secessão, a Ordem se manteve, numa certa medida, fora do conflito, e exemplos não faltaram de atos de generosidade para com os feridos e os prisioneiros, entre Maçons. Estabelecida a paz, para muitos a reconciliação foi definitiva.

Em 1838, o Partido Anti maçom apresenta um candidato à presidência dos Estados Unidos. Os dois outros candidatos, pelos dois grandes partidos e antigos Grão Mestres, Andrew Jackson e Henry Clay.

Jackson foi eleito pela maioria esmagadora: era a Ordem que se reerguia, depois da debandada quase geral provocada pelo "escândalo Morgan". Retoma, então, enfim, sua caminhada progressiva.

Existem hoje, Potências Maçônicas nos EUA, em todos os Estados, Territórios e Distrito Federal com aproximadamente 1.500.000 membros.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Rota Imperial - Vitória a Ouro Preto

O trânsito de mercadorias foi controlado pela Coroa Portuguesa, que proibiu estradas que ligassem a Capitania do Espírito Santo às Minas Gerais.

Somente com o declínio do Ciclo do Ouro e a chegada da família real, a estrada foi oficialmente aberta, ligando Vitória a Ouro Preto.

O caminho é bem bonito, passa pela Mata Atlântica e foi concluída em 1816, passando por 14 municípios do Espírito Santo e 17 de Minas Gerais.

Não sei se existe passaporte, mas a rota emula o caminho de Dom Pedro II para chegar de Ouro Preto à Santa Leopoldina.


No site tem uma planilha com os marcos da Rota Imperial, mas confesso que nunca os vi, mesmo em Ouro Preto e Mariana.

No mínimo esse rota deve ter umas tantas casas, como várias espalhadas pelo Brasil, que foram construídas para que o Imperador nelas pousasse, mas que nunca foram utilizadas.

Eu mesmo conheço várias. Ou podem ser apenas lendas...

Caminho Religioso da Estrada Real - CRER

Esse Caminho é bem bonito também. E o apelo religioso dele é bem marcante.

O passaporte será feito pela Sacrum Brasilidades, e o Circuito inicia-se na Serra da Piedade, descendo por 1032 km até a Basílica de Aparecida do Norte.

Está em fase de implantação e passa por 37 municípios, 66 pontos,  tendo que carimbar em 57 pontos, já que se incluem povoados e distritos.

O passaporte custa 26 reais e está disponível na Serra da Piedade e na Sacrum Brasilidades, na Av. Amazonas, em Belo Horizonte.


Grande parte dos marcos do CRER estão próximos aos marcos da Estrada Real, já que os trajetos se confundem em grande parte do trecho.

No trecho entre Catas Altas e Ouro Preto vi vários marcos, são menores que o da Estrada Real e tem a indicação do próximo ponto e do anterior, com as distâncias.

Dentro em breve, após a Romaria 500, os marcos e pontos de Carimbo estarão listados no site da Sacrum Brasilidades!

Foto do marco CRER: Oswaldo Buzzo


Mapa Caminho da Fé


Esse Caminho da Fé termina em Aparecida e pode ser iniciado em seus ramais: Mococa, Águas da Prata, São Carlos, Tambaú, Sertãozinho e Aguaí.

Para se obter o Certificado, somente vale o Caminho à pé ou de Bicicleta, e o mesmo deve ser pedido na Basílica de Nossa Senhora de Aparecida.

Os carimbos estão espalhados pelas pousadas nos ramais, e o último lugar que dá a credencial (passaporte) paa carimbar é em Paraisópolis. 

Depois de lá, é obrigatório o Peregrino fazer o resto do Caminho, que são 135 km.

O Certificado é bem bonito, os carimbos também, mas acho que não vou fazer esse caminho à pé não... Talvez o faça pela curtição, mas de moto, sem direito a Certificado. Paciência.

De qualquer maneira, deve ser um Caminho muito bonito!


Marco Estrada Real - Estrada de Milho Verde - Pico do Itambé


Gostei dessa foto que fiz, na volta da estrada de Milho Verde, distrito do Serro.

Bem ao longe dá para ver o pico do Itambé, com seus 2002 metros, "teto do sertão mineiro", nas coordenadas geográficas de 18¤ 23' S 43¤ 20' W.

Fica na Serra do Espinhaço, entre os municípios de Serro e Santo Antônio do Itambé.

Nas elevações próximas ao pico do Itambé originam-se as bacias dos Rios Jequitinhonha, São Francisco e Rio Doce.

O pico foi referência a muito exploradores desde o século XVI.

Retardatário


 

O Obreiro que chega atrasado ao horário estabelecido pela Loja Simbólica e encontra a porta do Templo fechada vai se condicionar à duas situações que estão ocorrendo no interior da Loja: o Livro da Lei foi aberto, ou não. No final falaremos sobre essas duas situações.

Como no Brasil, na maioria dos Ritos e na maioria das Lojas, não se tem o hábito de colocar Cobridor Externo, o Obreiro retardatário deverá dar a bateria com que se pede ingresso no Templo e que é feita por pancadas.

O Cobridor Interno responde com uma pancada para demonstrar ao retardatário que a Loja está ciente de sua presença. Comunica ao primeiro Vigilante e este comunica o Venerável Mestre.

Caso a Loja seja de Companheiro ou Mestre, o Cobridor Interno, após autorização do VM, deverá sair, verificar se o Irmão pertence ao Quadro e comunicar se ele pode entrar ou não. Se não for Irmão do Quadro, o Cobridor interno deverá "telhar" o retardatário para verificar se ele poderá entrar.

Estando tudo correto e a entrada do retardatário é permitida, voltemos ao início:

O Livro da lei não foi aberto: como a Loja não está aberta, o retardatário poderá entrar, após comunicação do Venerável Mestre, sem formalidades. O Mestre de Cerimônias conduzirá (quem conduz vai na frente) e determinará o local onde o retardatário deverá sentar.

O Livro da lei já foi aberto: como a Loja é considerada aberta pelo Venerável Mestre, a ninguém é permitido entrar sem formalidades. Portanto, o retardatário entrará com formalidades e o Mestre de Cerimônias o conduzirá ao local apropriado.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Balanço Geral - Estrada Real

Bom, esse sábado dia 09/09/2017, fechei o Circuito dos Diamantes.

Só perdi os carimbos de Tapera e São Gonçalo - não encarei as estradas de terra horríveis.

Rodei 742 quilômetros, pelo caminho BH-Lagoa Santa-Santana do Riacho-Morro do Pilar-Conceição do Mato Dentro-Alvorada de Minas-Serro-Milho Verde-Datas-Diamantina-Curvelo-BH.

Somando com os 1170 das primeiras viagens, já rodei 1902 quilômetros, e tenho 23 carimbos.

E vamu qui vamo!

Adorei esse negócio de Estrada Real! Da muita satisfação ir completando os carimbos!

E o que é mais legal é que os posts mais da semana, todos, acabaram se transformando em assuntos da Estrada Real. 


O que vou fazer quando acabar????????😩

Diamantina - Estrada Real - Casa da Glória

Fui batendo os ossos e meu bauleto, e cheguei na famosa Casa da Glória onde tem um museu da UFMG.

O passadiço entre as duas ruas era da época que aqui era um convento, para as monjas passarem de uma casa à outra sem ir na rua.

Fotinha e subi a rua toda e fui para o hotel pagar, abastecer e ir embora.

Quando subi, paguei o hotel e parei no posto ao lado para abastecer, abri o bauleto.

Imaginem o que aconteceu! O licor, de tanto bater a tampa de metal, perdeu a tampa, impregnou tudo de licor, as luvas, esticadores, mapa, boné, tudo!

Perdi o licor e os biscoitos que comprei em Conceição e deixei tudo para limpar em casa...

Que porcaria!

Diamantina - Estrada Real - Catedral

Bom, depois da noite de ontem, saí à caça de onde carimbar o pasaporte!

Parece simples, Diamantina é pequena, mas vai andar com uma moto pesada nesse calçamento desgramado!

Achei onde era prá carimbar e pegar o certificado: no Receptivo Minas Gerais, onde rola a Vesperata, bem na esquina da Catedral!

Mas estava fechado - acabei carimbando no Centro de Atenção ao Turista, ali pertinho. Tinha o museu do Diamante, atrás da Catedral, ou a Casa do JK, lá no ladeirão do São Francisco.

Mas Certificado, só no Receptivo e na Pousada Itambé, bem longe do centro.

Ah, deixa prá lá, pego depois em Ouro Preto! ☹️

O mais engraçado foi eu perguntar uma mulher que estava arrumando um bar onde carimbava o passaporte e ela disse estranhando que dentro do Brasil não precisava carimbar o passaporte para circular... Rachei de rir... 😂

Voltei chacoalhando e subi até o Largo São João e peguei outra rua que me levaria para o famoso passadiço da Glória, sacudindo igual louco no calçamento...

Diamantina - Estrada Real


Bom, já que eu estava em Milho Verde, peguei o asfalto até depois de Datas, para ir embora para Curvelo.

Mas ao chegar no trevo, faltavam 50 quilômetros para Diamantina, para a direita, e 150 quilômetros para Curvelo, para a esquerda, e depois outro tanto para Belo Horizonte.

Já que estou aqui mesmo, vou para Diamantina, pensei. Sem roupas, sem bagagem, sem escova de dente.

- Jodido pero contento, como dizia um amigo meu..

Cheguei em Diamantina, cansado, aquela confusão de ruas de pedras, a cidade cheia, não consegui achar o lugar do carimbo, parei no Palace Hotel e ia ter recepção de casamento, então fui procurar outra pousada.

Cheguei na Pousada do Garimpo, e achei caro demais - mais de 250 contos!

Então voltei para o Largo São João e fiquei no Esplanada - limpinho, honesto, com garagem, numa boa.

Tomei banho, três latinhas de Brahma e quando fui buscar a quarta, fico sabendo que está tendo encontro de moto na praça do Mercado Velho!

O que? Ficar aqui, nada! Desci à pé para a praça do Mercado pela Rua São Francisco, uma eternidade de calçamento, uma descida que já me fazia pensar na volta (de vez em quando eu olhava para trás para ver o quanto teria de voltar) e cheguei no Mercado Velho!

Que louco! Show de Rock, barraquinhas, um monte de gente!

Me senti o pinto no lixo! Comi um espaguete, comprei latinhas e acabei achando irmãos do motoclube Bodes do Asfalto, vindos de Governador Valadares!

Gente boa, GEAM e ZÉ Mauro!  Bebemos e confraternizamos, e começamos a beber as cervejas artesanais que estavam vendendo lá!

Quando foi a minha vez de comprar, cheguei no stand e pá: era da Diamantina, do Glauco, colegão meu de doutorado! E fui eu que falei que fazia cerveja e falei para ele fazer! QUE LOUCO!!!

Falei com a irmã dele, e pá: ele acabou chegando e batemos o maior papo! Depois de algumas cervejas, algumas lembranças, e acabei indo embora lá pela meia-noite, já que tinha de subir o ladeirão do São Francisco de volta para o hotel!

Subi bufando, o fígado quase explodindo, cheguei lá em cima e ainda comi um hamburgão do lado do hotel, depois de matar a latinha. Tava satisfeito demais da conta, sô!

Carimbo, deixa prá amanhã!

LUCREI DEMAIS NESSE PASSEIO!!!!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Milho Verde - Estrada Real

Bom, aqui nasceu Chica da Silva.

Um povoado muito alternativo, me lembrou de Arraial da Ajuda nos anos 80...

Rola umas baladinhas, fogueira, vinho e outros alucinógenos (hehehe).

Galera bonita, vista incrível, fiquei com muita vontade de pousar aqui!

O carimbo se pega na Pousada Morais, linda, muito estilosa, vou ficar lá um dia.

A estradinha foi manha, muito bonita a vista, tem marcos da Estrada Real, chega rapidinho, uns 25 quilômetros.

Dá para ver, bem longe o pico do Itambé, e imaginei que noite massa não deve ser aqui em cima.

Serro - Estrada Real

Já que eu tinha chegado até Alvorada, Serro estava perto.

E realmente chegou muito rápido.

Muito simpático lugar, uma cidadezinha muito legal. Procurei o famoso "Queijo do Serro" e pasmem. Não tinha mais em lugar nenhum!!! hahaha

Peguei o carimbo na Casa do Turista, e a menina me explicou como chegar em Milho Verde - só asfalto.

Então, já estou aqui, vou lá também!!

Uma curiosidade, em Diamantina tem Vesperata, música clássica na Rua da Quitanda, aqui no Serro tem Bolerata. Diz que é muito legal!

A foto clássica tem a Igreja com os degraus...

A Estrada Real tem caminhos lindos mesmo!

Alvorada De Minas - Estrada Real


Pois bem, encarei a MG010 até a entrada de Alvorada de Minas.

Mais atrás vi a placa de Itapanhoacanga, mas de moto resolvi não encarar - para chegar em Tapera tem muita poeira mesmo... Um carimbo que vai ficar para trás...

A MG010 está bem batida, quase não tem poeira, rodei bem pra caramba, muito suave e até bem rápido.

No entroncamento para Alvorada pensei, não pode ficar mal, e entrei. PRA QUÊ? PRA QUE MEU DEUS!

Poeira pura, medo de escorregar e cair de novo, muito tenso, cheguei lá sem cair, mas duro igual um cachorro em canoa.

Peguei o carimbo na Pousada Cardoso, e os filhos da dona começaram a carimbar as paredes com o pictograma da Estrada Real... Um caos só!

A dona reclamou que as pessoas passam por lá e não querem mais ficar. Quem sabe não está na hora de mudar o marketing, ou os produtos?

Agora restavam mais poucos quilômetros de asfalto, uns 18 até o Serro. Que alívio!

Estava um calor bem forte, bem diferente da subida da Serra do Cipó que passei até frio...

Olha na foto como o "você está aqui" que está quase no final!!! Esse marco está na saída para o Serro.

Conceição do Mato Dentro

Cidade um pouco maior, Conceição do Mato Dentro tem suas particularidades. Tem até aeroporto!

Conta-se que a primeira visita à região de Ivituruí (Serro Frio) se deu em 1573 pela bandeira de Fernandes Tourinho, mas foi em 1701 que Ponce de Leon, Gaspar Soares e outros, saíram de Sabará, rumo ao norte, pelo o que é hoje a rota da Estrada Real e em 1702, Ponce de Leon funda o arraial, após encontrarem ouro no Ribeirão Santo Antônio. Conta-se que Ponce de Leon encontrou, no minúsculo córrego Cuiabá, 20 oitavas de ouro em apenas uma bateada.

Parei no Delícias de Minas, onde o dono é nosso irmão, e comprei um licor de batata doce, biscoitos e um doce de leite muito legal. Lá tem o carimbo!

Subi no alto da rua que sai da praça e vi a igreja do Rosário lá no alto, a vista é bem legal. Visitei também o mercado, mas tava tumultuado porque parece que teve uma festa e tava cheio de barraquinhas.

Como ainda era cedo, decidi encarar a MG010 até o Serro.

Me disseram que era terra, e eu não queria mais saber de terra, mas acabei aceitando a ideia de ir até lá. Afinal ainda tava bem no começo do dia.

Então vamu qui vamu!

Alto da Serra do Cipó

Ô lugar lindo meu Deus!

A vista de lá de cima é sensacional mesmo.

As fotos não dão ideia de como é lindo o lugar!

Com certeza essa foto aí foi tirada em uma altitude de mais de 1000 metros. É bem frio, com temperaturas médias de 15-18 graus. O relevo é arenoso e foi formado por rochas do fundo do mar há mais de 1.7000.000.000 de anos!

A vegetação também é típica, com plantas endêmicas, isto é, só aparecem aqui. São campos rupestres, com plantas muito loucas como as velosias gigantes, e cerrado, com árvores retorcidas e esparsas.

Vir aqui é presenciar a natureza de uma forma muito diferente!

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