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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Palavra Sagrada

 

É uma palavra peculiar de cada Grau Simbólico e que deve ser dita baixinho ao ouvido e com muita precaução (N. Aslan).

Segundo Mackey, temos: "termo aplicado à palavra capital ou mais proeminente de um Grau, indicando assim seu peculiar caráter sagrado, em contraposição à Palavra de Passe, que é entendida simplesmente como um mero modo de reconhecimento. Diz-se muitas vezes, por ignorância, "Palavra Secreta". Todas as palavras importantes na Maçonaria são secretas. Mas somente algumas são sagradas".

A transmissão da Palavra Sagrada é uma prática típica do Rito Escocês Antigo e Aceito, a qual acabou, posteriormente, sendo absorvido, de modo similar, pelo Rito Brasileiro. O Ritual de Emulação não contém essa prática.

De acordo com Mestre José Castellani, o REAA colocou, ritualisticamente, dentro dele, a pratica dos canteiros da Idade Média. Eles desbastavam a pedra bruta, transformando-a em pedra cúbica que devia estar dentro do "esquadro", ou seja, seus cantos deviam formar 90 graus. Portanto, o "Nível" (horizontalidade) e o "Prumo" (verticalidade) eram usados para assegurar a perfeição na construção.

Desse modo, os Vigilantes todo dia de manhã, no início dos trabalhos, e a tarde, no seu término, verificavam se as medidas estavam corretas e eram passadas um para o outro, e posteriormente ao Mestre de Obras, dizendo que "Tudo Está Justo e Perfeito".

Como foi dito, o REAA colocou de modo similar e ritualisticamente, a transmissão da Palavra Sagrada, no início e no térmico das Sessões de uma Loja, indo do Venerável Mestre para o Primeiro Vigilante e para o Segundo Vigilante, como prova de regularidade e penhor de que o trabalho está sendo bem executado (Castellani).

Obviamente, a palavra é somente transmitida ao Segundo Vigilante sem que este tenha "posse" da mesma. Portanto, uma Sessão pode ser encerrada, caso necessário, por golpe de malhete, sem a mínima preocupação.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

OFICINA maçônica

 

OFICINA é o termo genérico que serve para designar todo e qualquer

agrupamento maçônico: Loja, Capítulo, Conselho Filosófico, etc. Na linguagem corrente,

todavia, a palavra tornou-se mais ou menos sinônimo da palavra "LOJA".

Segundo Mestre Jules Boucher: "...foram assim designadas como lembrança das

associações dos primeiros Maçons operativos, pois era nesse local que se reuniam aqueles

que tinham "ofício"".

Consultando, agora, Mestre Nicola Aslan, no Grande Dicionário Maçônico, temos:

"As Oficinas tomam várias denominações, de acordo com os graus que conferem

aos seus membros. Assim, por exemplo, no R.E.A.A. que é o mais difundido no Brasil:

As Lojas Simbólicas que conferem os graus 1 a 3

As Lojas de Perfeição que conferem os graus 4 a 14

Os Capítulos que conferem os graus 15 a 18

Os Conselhos Kadosh que conferem os graus 19 a 30

Os Consistórios que conferem os graus 31 a 32

Os Supremos Conselhos que conferem o grau 33"

O Grau 01 consiste na grande "Iniciação" maçônica. Os Graus 02 e 03 conferem a

plenitude Maçônica ao Iniciado.

Nos Altos Graus, do 04 ao 30, levam o Mestre Maçom para obtenção dos

conhecimentos universais. Os graus 31, 32 e 33 são meramente administrativos (N. Aslan).

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Abóbada de Aço

Abóbada de Aço, também conhecida como "Abóbada de Espadas" é, no Rito Escocês Antigo e Aceito, a fileira (cobertura) de honra formada por uma série de espadas erguidas e cruzadas sobre a cabeça de um dignitário, acompanhado de palmas e/ou "malhetes batendo", quando de sua entrada no Templo Maçônico, para participar de uma Loja. 

Esse costume não é de origem maçônica. Foi introduzido no século XVIII, imitando cerimonial de certas Ordens nobres militares da Cavalaria O seu caráter militar inspira-se no costume, quando do casamento de um oficial, de formar uma abóbada de espadas acima do casal na saída da igreja (Alec Mellor).

A "Abóbada de Aço" tem um simbolismo eloqüente. Por ela, os Maçons indicam que põem a sua força e serviço de quem honram com este cerimonial e o teto formado pelas espadas cruzadas simboliza a proteção oferecida (Nicola Aslan).

Devo lembrar, como complementação, que o Pavilhão Nacional é a maior autoridade dentro de uma Loja Maçônica, mas não devemos, jamais, formar a Abóbada de Aço.

Bandeira Nacional tem presença obrigatória nos Templos Maçônicos em todas as Sessões Magnas. (Art. 1º - Dec. nº 0084 de 19/11/97 - GOB) e, portanto, devemos lhe prestar as honras previstas em nossa legislação.

O Pavilhão Nacional será introduzido no recinto do Templo, após a entrada da mais alta autoridade Maçônica presente à Sessão. Após o ingresso da Bandeira, ninguém mais entrará com formalidades, nem mesmo o Grão-Mestre Geral De acordo com RGF – GOB, a Bandeira será recebida por uma Comissão composta de 13 (treze) IIr:. MM:. MM:., armados de Espadas e munidos de Estrelas (vide pílula nº112), e de uma Guarda de Honra, munida de Espadas, de três membros.

Estando tudo devidamente preparado, o M:. CCer:. faz com que primeiramente entre a Comissão de treze membros, em fila dupla, ficando sete ao Norte e seis ao Sul, parados e voltados para o eixo central do Templo, à Ordem (espada no punho direito, na altura da cintura, ponta para cima), e Estrela na mão esquerda.

Após a execução do Hino Nacional, a Comissão de recepção ao Pavilhão, deverá fazer "Continência com a Espada" para a passagem da Bandeira. Essa continência é feita apontando a espada para baixo, do lado direito do corpo, formando um angulo de 45º em prolongamento com o braço direito, voltando o olhar para a Bandeira.

Após o término do Hino Nacional, o Porta Bandeira , sempre com a Bandeira na posição vertical, rompe a marcha com sua guarda. A Comissão de treze membros deverá acompanhar com o olhar, a passagem da Bandeira, e quando esta passar pelo último membro, todos ao mesmo tempo, voltam à Ordem com a espada.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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